DESCRIÇÃO GERAL:

A Ribeira do ALVÔCO nasce da confluência de várias outras ribeiras, na aldeia de Alvôco da Serra (Serra da Estrêla) e desagua no Alva, na Ponte das Três Entradas, depois de passar por várias localidades, como Aguincho, Fradigas, Barriosa, Vide e Alvôco das Várzeas.

Sendo uma ribeira de serra, atravessa bonitas paisagens, o leito é relativamente estreito e sempre enquadrado por arvoredo.  A água mantém-se transparente e fria, mesmo no Verão.

Caracteriza-se por apresentar desníveis consideráveis, vencidos não só por pequenos rápidos mas principalmente por quedas de águas (açudes e fragas) de altura considerável.

A montante de Vide os percursos são mais difíceis, pois apresentam desníveis superiores, menos zonas calmas e açudes mais altos.  

Além disso, apresentam poucos acessos ao leito da ribeira e quando existem, são muito acidentados e têm que ser percorridos a pé.

Depois de Vide, o grau de dificuldade raramente ultrapassa a Cl. III (médio) - excepto em épocas de grande caudal -, embora se deva prestar atenção aos açudes existentes que por vezes apresentam uma altura considerável, nomeadamente ás respectivas zonas de recepção que por vezes são pouco profundas ou que, a partir de um certo caudal formam "rolos" perigosos na zona de recepção.   

Fora isso, as principais dificuldades resultam da presença de alguns ramos de árvores junto ás margens com os quais se deverá ter algum cuidado, especialmente em zonas de rápidos.

Óbviamente, o caudal é directamente influenciado pela chuva e o degelo, e assim, normalmente só apresenta um nível suficiente para ser descido a partir de Outubro podendo, em alguns troços, manter um nível mínimo até Maio.

Pouco depois do início do Percurso 2, nesta ribeira desagua uma outra - a Ribeira de Loriga - a qual será igualmente interessante de descer em épocas de bom caudal, se bem que apenas para os mais experientes.

 

NÍVEIS DE DIFICULDADE DE UM RIO

ALGUMAS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA !

Os rios podem-se classificar de acordo com a sua dificuldade, constituindo um dos indicadores a ter em conta quando se escolhe um percurso.  Por exemplo, a indicação Cl. III, significa que o percurso tem uma dificuldade geral do nível / classe III, embora possa ter algumas partes com dificuldade inferior.   Se, por exemplo, a indicação for de Cl. III (4), significa que o percurso tem uma dificuldade geral do nível / classe III com algumas passagens de nível / classe IV, mas não as suficientes para o classificar com este último nível (só se apresentar mais do que três passagens com este nível é que passa a ser classificado como Cl. IV).

  • Nível / Classe I (muito fácil):  a água é plana e a corrente fraca.

  • Nível / Classe II (fácil):  pouca corrente e rápidos sem dificuldade.

  • Nível / Classe III (médio):  ondas mais altas e alguns obstáculos (rochas, açudes, árvores,...), mas sempre com passagem visível; poder-se-á dizer que aqui começam as "águas bravas", que os mais inexperientes ou iniciados só deverão fazer acompanhados de outros mais experientes.

  • Nível / Classe IV (difícil):  rápidos mais fortes e saltos maiores; maior dificuldade em contornar os obstáculos; é necessário fazer um reconhecimento prévio do troço do rio e montar segurança ao longo da margem.

  • Nível / Classe V (muito difícil):  rápidos muito fortes e com saltos, a água é só espuma;  muito perigoso!  só deverá ser efectuado por canoistas muito experientes.

  • Nível / Classe VI (extremamente difícil):  passagens sem visibilidade e troços nos quais é impossível parar;  no limite do exequível...  extremamente perigoso!!

No entanto, a dificuldade pode variar muito, e rapidamente, por vários motivos:   aumentos bruscos do caudal que, entre outras coisas, pode originar a formação de redemoinhos, sifões ou rôlos onde antes não existiam, ou o  aparecimento de obstáculos imprevistos de um dia para o outro (por exemplo, árvores levadas pela corrente que se acumulam num determinado ponto transformando-se em verdadeiras armadilhas), etc.

Pode-se dizer que nunca se desce duas vezes o mesmo rio nas mesmas condições, pelo que as descrições incluídas nestas páginas devem ser encaradas apenas como meras indicações ou experiências recolhidas num determinado dia, com um determinado caudal, sob determinadas condições, as quais poderão ser diferentes se efectue o mesmo percurso em outro dia, em noutras condições...  Por exemplo, no rio Alva - que alguns poderão achar mais fácil que outros -, a maioria dos percursos que fizemos com um caudal médio normalmente não ultrapassam o nível médio (Cl. III a III+).  No entanto, quando o caudal aumenta, há que ter muita atenção aos rôlos muito perigosos que se formam na recepção dos (muitos) açudes que aquele rio apresenta ao longo dos seus percursos!  

Já alguns dos percursos superiores do Mondego e a maioria dos percursos nas ribeiras afluentes do Alva (ribeiras do Alvôco, da Loriga, Piódão e outras) normalmente apresentam troços com níveis de dificuldade mais elevados (Cl. IV, V) logo a partir de um caudal "normal", devido a apresentarem grandes desníveis, os quais são vencidos não só por saltos - alguns de altura considerável - como através de rápidos fortes.

No início de cada uma das nossas descrições, incluímos o valor / percentagem do desnível médio do percurso, que poderá ser um dos indicadores da dificuldade do respectivo percurso:

  • Até 0,4%:  rio de pendente / dificuldade baixa;

  • De 0,7% a 1%:  rio de pendente / dificuldade média;

  • Mais de 2%:  rio de pendente / dificuldade extremamente alta;

Normalmente, pode-se considerar que a um maior desnível corresponderá uma maior dificuldade, embora isso não seja uma regra linear, já que num rio de pendente / dificuldade média pode-se encontrar uma passagem ou zona de pendente / dificuldade muito superior, visto que os valores apresentados correspondem à média de todo o percurso.  

Independentemente do grau de dificuldade, do caudal e da época do ano, eis algumas medidas básicas de segurança a ter em conta:

  • não  ir sozinho para o rio (mínimo 3 pessoas); 

  • ir convenientemente equipados não só com colete, capacete, mas também contra o frio (fato de neoprene, botins, etc); 

  • levar um telemóvel;

  • se não conhecem o percurso ou não têm muita experiência, devem ir acompanhados por alguém que o conheça e tenha alguma experiência; contactem-nos caso entendam que a nossa opinião possa ser útil;

  • atenção aos percursos que têm poucos acessos pelo meio: em caso de emergência, o resgate é bastante difícil;

  • sempre que possível, haver algum veículo de apoio a acompanhar a descida por terra; 

  • não saltar açudes sempre que o caudal seja forte (lâmina de água que passa sobre o topo superior a 25cm / 1 palmo), o que pode originar rôlos muito perigosos na zona de recepção;

 

 

Percurso "Zero":

Início -  Alvôco da Serra (670m alt.)

Final -   Ponte entre Aguincho e Vasco Esteves de Baixo (485m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 3,6 Km / ? / 230m (5,1%)

Pela pendente muito acentuada que apresenta, este percurso não será "navegável", pelo menos em toda a sua extensão.  

No Verão tentaremos fazer o reconhecimento, a pé, para verificar os obstáculos que tem.

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Percurso 1  (O Percurso das 3 Fragas)

Início -  Ponte entre Aguincho e Vasco Esteves de Baixo (485m alt.)

Final -   Barriosa / Poço da Broca (junto à ponte - 320m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 8,5 Km / ? / 350m (1,94%)

Em Junho de 2003, com o Mário Martins, Carlos Dias e o Manuel Bonito, havíamos descido parte deste percurso, de Frádigas à Barriosa ou seja, apenas os últimos 2,3Km de um total de 8,5Km.  Nessa altura o percurso tinha maus acessos entre o início e final, apresentava muito pouca água (foi quase sempre a arrastar os barcos e levámos 3h a percorrer aquele troço) mas, apesar da "estafa" que então sofremos, não esquecemos as bonitas paisagens e as impressionantes quedas de águas que fomos porteando.  

Só em Agosto de 2007, sabendo que haviam sido melhorados os caminhos de acesso entre Fradigas e Vasco Esteves de Baixo, me lembrei de fazer o reconhecimento da totalidade deste percurso (ver "DIÁRIO DE BORDO 2007"), que sabia ter uma pendente interessante.  Restava saber se apresentava obstáculos demasiado perigosos para ser descido de kayak...

À chamada respondeu o Pedro Marquês e, depois de nos encontrarmos em Vide, rumámos à Barriosa, ao "Poço da Broca", o final do percurso (e início do seguinte, o P.2), onde deixámos um carro com a roupa seca.  No local, na margem da ribeira, ficámos a conhecer o novo e recentemente aberto Restaurante "Guarda-Rios" (www.valedalvoco.com), onde aproveitámos para tomar um café e trocar dois dedos de conversa com o jovem proprietário - que logo admitiu conhecer o site da Kompanhia das Águas, onde acompanha as descrições das descidas que vamos fazendo pela região -, ver algumas fotos expostas da Ribeira do Alvôco pela qual obviamente nutre um especial carinho.  Ficámos ainda a saber que muita da "matéria-prima" (carnes, legumes,...) confeccionada neste restaurante, provém de criação biológica da região.  O menu prometia...  mas a prova teria que ficar para mais tarde, pois fazia-se tarde e sabíamos que tínhamos (pelo menos) 7h de "estafa" pela frente. 

Chegados ao início do percurso - a pequena ponte sobre o Alvôco, antes de subir para Vasco Esteves de Baixo -, largámos o carro e metemo-nos ao rio.  Logo desde o início verificámos que este percurso, com água, seria bem mais interessante e "animado" que todos os que conhecíamos desta ribeira:  pendente mais acentuada e contínua, um leito cheio de rochas graníticas arredondadas, "intrusas" arrastadas ao longo dos tempos desde as zonas superiores da Serra até aqui, contrastando com a região de xisto onde o leito se desenvolve.

Cerca de 1/1,5km depois do início, depois de um local assinalado por um pequeno açude destruído e uma escada de betão do lado direito, o leito vira para a esquerda e a ribeira, antes de uma pequena ponte, passa por uma curta passagem estrangulada que, antes de ser passada, convém ser vistoriada (pela margem direita) pois a zona a seguir assemelha-se a uma marmita meio destruída e a água poderá fazer aí algum tipo de remoínho... 

Continuando a descida, quase 3km depois do início, chegamos a Aguincho, onde encontramos a primeira das três fragas deste percurso.  Trata-se de uma "cortada", usual nesta região (existem na Ribª da Loriga e no Rio Ceira, por exemplo), onde o rio é desviado do seu leito natural para permitir um aproveitamento agrícola do solo e irrigação dos terrenos a jusante.  A água é obrigada a passar por um "atalho" ("cortada") feito pelo Homem, normalmente um rasgo na montanha, de que resulta uma queda de água tanto mais desnivelada quanto maior e inclinado for o antigo percurso, anulado.    

Esta primeira fraga é assinalada algumas dezenas de metros antes por uma pequena ponte.  É uma queda de água em socalcos, com uns 10m de desnível no total que, embora não seja fácil, nos pareceu ser possível ser descida em kayak.  A verificar quando houver água mas, até lá, sugerimos que seja porteada.   Neste reconhecimento foi fácil porteá-la a partir da boca e seguir pelo topo do muro do lado direito, mas quando houver água talvez não seja possível chegar até aí sem ser arrastado pela corrente.  Terá que se verificar quando fizermos a primeira descida, mas a portagem, embora penosa, será possível por ambos os lados.  De referir que do lado direito - no antigo leito da ribeira - existem viveiros de trutas que, embora não tenhamos visitado, são visíveis da estrada. 

Depois de Aguincho o leito apresenta uma pendente um pouco mais suave, mas ainda assim constante e interessante, deixando-nos imaginar os bons rápidos que por ali haverão quando houver água...  E cerca de 3km depois, chegámos a Frádigas, onde encontramos a segunda fraga deste percurso, esta com cerca de 12m de altura, assinalada por uma pequena ponte sobre o degrau superior da queda.   Já a havíamos conhecido no reconhecimento de 2003, mas desta vez vimo-la com olhos diferentes, imaginando que talvez seja igualmente possível saltá-la de kayak.  No entanto pareceu-nos que isso será mais difícil que na fraga de Aguincho, pois esta - a de Frádigas - pareceu-nos mais alta e com uma pendente contínua e mais acentuada, para além de apresentar um canal a evitar, do lado direito - e por onde boa parte da água tende a ir -, demasiado estreito e com uma recepção perigosa.  Mas, como na Fraga de Aguincho, vamos aguardar até fazermos uma primeira descida.  Até lá, o nosso conselho é: portear! 

Após Frádigas e até ao final, na Barriosa (2,5km depois), a ribeira não apresenta obstáculos assinaláveis, excepto um açude vertical com uns 4m de altura e com uma recepção duvidosa, que convém portear, pela direita.  Mas quando houver água, há que ter cuidado na portagem pois o espaço será pouco e há risco de escorregar...

O percurso termina na Barriosa, onde se encontra a terceira e última fraga deste percurso, com uns 12m de altura, já bem conhecida de muitos de nós, pois aqui inicia-se a descida do Percurso 2.   Também esta merecerá um olhar mais atento quando descermos o Percurso 1 e os mais atrevidos pode ser que a consigam saltar.  A recepção é um poço / lago bastante profundo e, das vezes que a observámos com bastante caudal, não nos pareceu formar rolos...  Atenção:  alguns metros antes da fraga existe um pequeno açude;  convém parar e portear a fraga antes de saltar este açude, pois será difícil parar antes do salto final... de 12m!  

O poço / lago onde cai a água desta fraga é "represado" por um açude (2,5m de altura) que deverá ser transposto pelo lado direito, onde a zona de recepção é mais profunda.

NOTA:  Depois de trocarmos de roupa, fomos ao restaurante "Guarda-Rios" petiscar qualquer coisa antes de regressarmos a casa.  Estava a chegar a hora do jantar e a sala já se começava a encher, mas mesmo para um simples prego no pão e umas cervejas, arranjaram-nos uma mesa e fomos servidos com simpatia e profissionalismo.  E se tudo estiver ao nível da qualidade da carne que nos foi servida, desde logo dou os meus parabéns a este restaurante!  De tal maneira, que repetimos a "dose" e por lá teríamos ficado a jantar, se as nossas Marias não nos aguardassem em casa...  Fica para uma próxima ocasião.  Com toda a certeza!  Até talvez organizemos um encontro naquela zona, culminando com uma jantarada no "Guarda-Rios"!

Concluindo, em todo o percurso não encontrámos nenhuma situação particularmente "manhosa" ou perigosa (sifões, drossages, ou coisas do género), exceptuando as três grandes quedas de água que referi e o açude atrás referidos, todos com zonas suficientemente calmas a antecedê-las para se parar e efectuar a portagem.   A vegetação junto ás margens continua a ser o pior obstáculo, se bem que, ao longo da descida, tenhamos feito alguma limpeza e desobstrução nos locais mais apertados e críticos.   De assinalar que durante o primeiro quilómetro encontrámos alguns arames presos ás rochas do leito - possivelmente de vedações derrubadas nas enxurradas do último Inverno - que poderão constituir um perigo em caso de viranço nesta zona.

Deixo aqui um resumo das distâncias e declives, embora tenha dúvidas quanto à real localização da ponte no início do percurso:

- Do início (ponte entre Aguincho e Vasco Esteves de Baixo) até Aguincho (1ª fraga) são 3km com 2,8% de declive;  

- De Aguincho até Frádigas (2ª fraga) são 3,2km com 1,25% de declive; 

- De Frádigas à Barriosa (3ª fraga) são 2,3km com 1,7km de declive (incluindo o salto da fraga).  

No blog do Pedro Miguel Marquês poderão consultar todas as fotos que ele tirou, bem como a respectiva descrição: 

http://kayak-blog.blogspot.com/

http://kayakfoto.blogspot.com/

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O início do percurso, depois da pequena ponte antes da subida para Vasco Estes de Baixo. (Ago. 2007)

Um leito semeado de rochas de granito... em região de xisto.  (Ago. 2007)

Um estrangulamento que, com água, convém ser vistoriado antes de ser passado...  (Ago. 2007)

O Pedro Marquês a passar (nadar)  pelo  estrangulamento  (Ago. 2007)

A zona após o estrangulamento vista de jusante, assemelha-se a uma marmita... (Ago. 2007)

A aproximação à 1ª fraga do percurso, em Aguincho, assinalada previamente por uma ponte. (Ago.2007)

A "boca" da fraga de Aguincho, sem água... (Ago.2007)

A fraga de Aguincho vista de baixo.  O Pedro Marquês está em cima, à esquerda...  (Ago.2007)

Novamente um leito semeado de rochas de granito... semelhantes a grandes bolas de naftalina.  (Ago. 2007)

Um dos vários locais que "prometem" bons rápidos...  (Ago.2007)

A fraga de Frádigas vista de cima e da esquerda.

Atenção ao canal do lado direito:  

muito estreito e com má recepção!

(Ago.2007)

Fraga de Fradigas  ( Jun. 2003)

A aproximação à 2ª fraga do percurso, em Frádigas, assinalada por uma ponte sobre a queda. (Ago.2007)

A piscina da fraga de Frádigas vista de cima.  O Pedro Marquês está em cima à esquerda... (Ago.2007)

A piscina da fraga de Frádigas vista de cima (cont.)  (Ago. 2007)

Açude  (Jun. 2003)

Fraga da Barriosa  (Jun. 2003)

Fraga da Barriosa. (Ago. 2007)

O Restaurante "Guarda-Rios" visto da ponte.

Fraga da Barriosa... com água!  (Jan. 2004)

Açude depois da Fraga da Barriosa  (Jun. 2003)

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Percurso 2:

Início - Barriosa (junto à ponte - 320m alt.)

Final -  Alvôco das Várzeas (na ponte medieval - 250m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 12 Km / 4.30h / 70m (0,6%)

Percurso muito bonito, leito estreito e cavado, com início junto à ponte da Barriosa, onde se pode ver uma grande cascata / fraga (12m de altura) a cair para um pequeno lago "represado" por um açude (2,5m de altura) ao qual se segue um pequeno rápido.  Até Vide apresenta bastantes pequenos rápidos e uns 3 ou 4 açudes, sendo um bastante alto, com 4m (Cl. IV);  este salto, com muito caudal, deve ser porteado pelo lado esquerdo por uma passagem lateral escalonada em socalcos na rocha mas, se alguém se quiser atrever a saltá-lo, há que montar segurança pois forma-se um rolo muito forte e perigoso, resultante da recepção das três cascatas que então se formam!  Numa das nossas descidas, um dos nossos kompanheiros (e tem alguma experiência) ficou lá "agarrado" e "ás voltas" como se estivesse numa máquina da lavar roupa, quase 1 minuto, que, numa situação daquelas, parece uma eternidade!

Antes de Vide existe outro açude, com cerca de 3,5m, com dois degraus separados por uma pequena rampa a meia-altura que imprime uma boa aceleração ao barco na última parte do salto.

A partir de Vide (a meio do trajecto - 300m alt.), o percurso começa a ficar um pouco mais calmo, com maiores zonas planas a antecederem vários açudes, dos quais três têm 3m ou mais de altura:  o primeiro deles, logo depois de Vide, forma um retorno perpendicular ao paredão, a meio do “lago” de recepção;  nos outros dois - o de Parente e o anterior, ambos semelhantes -, há que prestar atenção a algumas rochas submersas na zona de recepção (no anterior ao de Parente, é melhor saltar sobre a metade esquerda do paredão), sendo preferível fazer uma sondagem com a pagaia antes dos saltos;  igualmente nestes dois açudes, os insufláveis só deverão passar quando a lâmina de água que passa sobre os mesmos tenha altura suficiente para uma passagem “limpa” e sem travagens que possam originar a rotação do barco no topo da queda.

Início, após a Fraga da Barriosa  (Dez. 2002)

O açude alto (Cl. IV) da 1ª parte  (Jan. 2004)

Açude com 2 degraus antes de Vide (Jun. 2003)

O mesmo açude (dos 2 degraus) com mais água  

(Jan. 2004)

1º açude à saída de Vide  (Set. 2000)

Outro açude depois de Vide  (Set. 2000)

Açude de Parente  (Jan. 2003)

Final: açude da Qtª da Moenda  (Dez. 2002)

Percurso 3:

Início - Alvôco das Várzeas (junto à Ponte Medieval - 250m alt.)

Final -  Ponte das Três Entradas (rio Alva - 230m alt.)

Distância / Duração / Desnível -  5 Km / 1.30h / 20m (0,4%)

Normalmente constitui a 1ª parte de um passeio que termina em Avô (ver Percurso 3 do Rio Alva), mas pode ser feito isoladamente quando se deseje efectuar uma descida curta.

Início na margem direita, ao lado da Ponte Medieval e parque de merendas, em Alvôco das Várzeas.

É um percurso muito bonito, leito estreito, com algumas acelerações e obstáculos (principalmente ramos de árvores!) e vários açudes pouco altos.  Um dos primeiros, embora aparentemente inofensivo (com apenas 1.5m de altura e em rampa) torna-se perigoso mesmo apenas com caudal médio, devido à formação de um retorno forte.  Deverá ser montada segurança na margem esquerda (de todas as vezes que fizemos este percurso, houve sempre um ou mais kayaks que se viraram, não tendo sido fácil resgatar a embarcação...).

Açude do retorno!  (Nov. 2002)

Pequeno rápido  (Nov. 2002)

 

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Pedro Carvalho   ( tlm: 967062711  E.mail: kompanhia@clix.pt

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Ultima actualização:  10/01/2008