2004

Complementando as descrições dos vários percursos, apresentamos o nosso "Diário de Bordo", que não é mais do que uma descrição resumida de algumas descidas efectuadas pela Kompanhia, incluindo as efectuadas em rios diferentes dos descritos neste site e participações em descidas e encontros organizados por outras entidades.

 

  03/01/2004 - ENKONTRO na RIBEIRA DO ALVÔCO

No Sábado (dia 3) descemos o Percurso 2 do Alvôco, da Barriosa até Alvôco das Várzeas (Qtª da Moenda), um trajecto muito "vivo" e bonito.  Éramos 14 canoistas na água, tendo a descida durado cerca de 5.00h, num dia excelente e sem uma nuvem, embora o frio tenha marcado presença como é habitual neste percurso.  O nível da água estava razoável (embora não chovesse há algum tempo, o degelo manteve um certo caudal...), tendo resultado num passeio muito divertido, com muitos pequenos rápidos (especialmente na primeira parte, até Vide, em que o leito é mais estreito), vários açudes entre os 2 e os 4m de altura que permitiram treinar os saltos, alguns ramos que teimavam em atrapalhar a progressão de alguns, etc.

Por motivos imprevistos e pessoais, a maioria dos canoístas (incluindo eu) não pôde ficar para o dia seguinte (Domingo, dia 4), tendo os restantes optado por não efectuar a descida inicialmente prevista para esse dia (Alvôco das Várzeas - Avô), aproveitando-o para passear na Serra da Estrêla e dar umas escorregadelas na neve.

   

   

   

  31/01/2004 e 01/02/2004 - ENKONTRO no CEIRA

No Sábado (dia 31) desceram-se os Percursos 4 + 5 do Ceira, com início em Góis e final em Serpins.  Estiveram presentes 13 canoistas na água.  O caudal estava bastante forte devido ás chuvas recentes, de que resultou a formação de muitos e longos rápidos, por vezes com ondas de tamanho considerável e fortes retôrnos nos açudes.  A meio da descida, no rápido que antecede a "garganta", o nosso kompanheiro Ricardo decidiu que era a altura de comprar um novo kayak e deixou o que então levava, bem agarrado e arrumadinho num retôrno que por lá encontrou... 

O dia terminou com um excelente repasto preparado pelo nosso "chef" Carlos Dias (o herói do "Festival Nacional das Sopas" de S.Paio, no enkontro do S. Martinho...), que arrumou de vez com a rapaziada (no bom sentido, claro!).

(... em breve esperamos apresentar fotos deste dia ...)

No Domingo (dia 1), na tentativa de recuperar o barco do Ricardo, para evitar demasiados viranços e também porque o pessoal já estava um bocado "moído" do passeio do dia anterior, decidiu-se repetir esse percurso embora um pouco encurtado, ou seja, desceu-se apenas o Percurso 5, com início em Vila Nova do Ceira e final em Serpins.  Entre algumas "baixas" dos participantes de Sábado e alguns "reforços" que apenas participaram neste dia, estiveram presentes 14 canoistas na água.  O caudal ainda estava mais forte que no dia anterior o que até suavizou alguns rápidos e retôrnos, pela acção niveladora resultante do aumento do nível das águas.    É claro que, do barco do Ricardo, nem sombra...  por essa altura já devia ter desaguado no Mondego e estar a navegar nas águas do Oceano Atlântico...  Perto do final, aprendi como se trepa por uma árvore acima... dentro da canoa!  Mas isso é outra história, que vos poderei contar quando nos enkontrarmos...

   

  22/02/2004 - ENKONTRO DO CARNAVAL no ALTO MONDEGO

Inicialmente previsto para durar 4 dias (21 a 24 de Fevereiro), este enkontro acabou por se ver reduzido apenas a uma descida, no dia 22 (Domingo).  O reduzido número de participantes, mas principalmente o baixo caudal que os rios apresentavam e as condições atmosféricas (muito) adversas, acabaram por não justificar a realização das quatro descidas. 

Naquele dia, mesmo com pouca água, tínhamos pensado descer o Percurso 2 do Alto Mondego.   Depois de atravessarmos a Serra da Estrêla debaixo de um forte nevão, quando chegámos a Videmonte, a neve (que continuava a cair...) impediu-nos de chegar até ao rio.  Outros participantes que tentavam chegar àquela aldeia pelo lado nascente da Serra (desde a Guarda e da A-23), foram impedidos de o fazer pela neve que se acumulava na estrada.   Assim, e antes da neve nos cortar a "retirada", regressámos ao lado poente da Serra, e reorganizámos o nosso pequeno grupo para fazer a única descida possível, atendendo ao tempo disponível:  descemos um percurso misto que estava inicialmente previsto para Sábado (dia 21), a segunda metade do Percurso 8 + a primeira metade do Percurso 9 do Alto Mondego (ambos efectuados em enkontros anteriores).  Embora com pouca água (Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.52) e debaixo de um frio intenso, deu para sentir alguma emoção em algumas passagens, feitas com mais calma desta vez, se bem que com mais rochas para contornar...   As fotos foram tiradas pelo Paulo Conceição, e atestam bem o tempo que encontrámos...

A descida programada para o dia seguinte (23) foi igualmente anulada (as descidas de 21 e 24 já haviam sido anuladas alguns dias antes do encontro) pois o frio excessivo não permitiria que a neve derretesse e a pouca chuva que havia caído (só começou a cair com mais intensidade a partir da tarde desse dia) não garantia que o caudal aumentasse o suficiente para o percurso (Alvôco ou a Loriga) ficar interessante. 

Saliente-se no entanto, a bela caminhada ("Caminhos da Fé") organizada na manhã de Sábado pela Vivaventura, com um tempo excelente, e na qual tomaram parte, entre outros, alguns dos participantes na descida de Domingo.

   

   

  17/04/2004 - RIBEIRA DO ALVÔCO e RIO ALVA

Com os caudais em baixo nos percursos inicialmente previstos para este dia (Ribeira da Loriga, Percurso 2 do Alto Mondego, etc), apenas nos restou a hipótese de descermos o Percurso 3 da Ribeira do Alvôco, seguido do Percurso 3 do Alva, sendo que este rio estava particularmente "em baixo", pelo que a quase totalidade do seu caudal era sustentado pelo do Alvôco.

Apesar disto, deu para fazer uma descida divertida e descontraída, com bom tempo e água suficiente para se saltarem todos os açudes, atravessando uma paisagem sempre bonita e agradável.  

No Domingo (dia 18), a descida prevista com a Vivaventura foi adiada para o dia 23, pois naquele dia optámos por assistir à final do Campeonato do Mundo de Trial, realizado em Melo, Gouveia.

  23/04/2004 - ALTO MONDEGO

Com o pessoal da Vivaventura, descemos pela primeira vez o Percurso 10 do Alto Mondego, desde a praia fluvial de Ribamondego até à Ponte Palhez, numa extensão de 12 Km .

Embora o desnível médio não fosse muito grande (0,54%), uma boa parte do trajecto atravessa zonas estreitas (gargantas) e acidentadas, com poucos e difíceis acessos, sendo que é nessa parte que o desnível é mais acentuado.  Por isso, tomámos algumas precauções adicionais, nomeadamente o acompanhamento por terra por uma equipa da Vivaventura em TT, que nos aguardava nos acessos ao rio, além de transportarmos walkie-talkies para qualquer comunicação de emergência, visto que nem sempre os telemóveis têm rede naquele percurso.

Com bom tempo mas com um caudal em baixo (Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.40), ainda nos foi possível ultrapassar todos os açudes e rápidos sem arrastar com os barcos, embora fosse necessário contornar as muitas rochas que ficaram a descoberto com o baixo nível das águas.  Apenas numa zona, sensivelmente a meio do percurso, houve que transpor "a seco" um amontoado de penedos, pois a corrente desaparecia sob os mesmos, apenas voltando a reaparecer alguns metros mais adiante.

Este percurso pode-se dividir em dois:  a primeira parte, um pouco mais fácil, com cerca de 5 Km, com várias zonas calmas a anteceder os obstáculos e rápidos (alguns com alguma dificuldade, com árvores a atrapalhar), muito semelhante aos dois percursos anteriores;  a segunda parte, mais animada e difícil, com (os restantes) 7 Km, com poucas e curtas zonas calmas a anteceder os muitos rápidos e obstáculos, exigindo um pouco mais de atenção e pratica. 

Uma boa opção para futuros enkontros...  Vejam a descrição mais pormenorizada na nossa página dedicada ao Alto Mondego

   

   

  24/04/2004 - ALTO MONDEGO

Com um tempo excelente e pela última vez nesta "época", descemos o Percurso 2 do Alto Mondego (Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.61). O caudal estava mesmo em baixo (2,50m abaixo do topo do paredão da barragem no final do percurso, o nível mais baixo com que alguma vez o descemos...) o que acabou por prejudicar a emoção que este percurso nos dá em condições normais;  especialmente a segunda parte ficou bem menos interessante, com demasiadas rochas para contornar e para entalar os barcos, especialmente os maiores, como o meu...

No entanto, como sempre, foi agradável fazer este passeio onde uma paisagem muito bonita e um água limpa e fria são umas constantes;  por outro lado, foi bom que a corrente não estivesse muito agressiva, pois permitiu que os participantes menos habituados a águas bravas (mas já irremediavelmente contaminados por este vício...) pudessem conhecer este percurso e desfrutá-lo com mais descontracção.  Desta maneira, ficou-lhes a vontade de o repetir, mas então com mais água...

No regresso, ainda foi possível apreciar um típico rebanho de ovelhas serrano (na foto, rodeando o veículo onde seguia o Pedro Santos e eu), devidamente acompanhado por autênticos cães "Serra da Estrêla" (e não desses rafeiros meia-leca que só sabem ladrar!).

A maioria das fotos foram tiradas e amavelmente cedidas pelo Pedro Santos e pelo Rui Vasco Vicente, sempre atentos ás melhores ocasiões. 

Preparativos iniciais...

Início...

Portagem do 1º açude

A água não era muita...

2º açude: o 1º salto do Rui Vasco Vicente!

Alguma espuma para animar...

A passagem do 3º açude

A passagem do 4º açude

Água limpa...

Pausa para a bucha...

O 1º rápido da 2ª parte, quase sem água...

2ª parte:  calhaus e mais calhaus...

...um banho bem fresco...

Perto do final...

Guarda de honra, típica da região...!

  06 + 07/11/2004 - ENKONTRO DE S. MARTINHO (II) no ALTO MONDEGO

No Sábado (dia 6) descemos o Percurso 10(Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.43)

Éramos mais de 60 canoistas na água, com diversos tipos de barcos e vários níveis de experiência, distribuídos pelas duas partes do percurso:  a primeira (5Km), mais fácil, com início na Praia Fluvial de Ribamondego, e a segunda (7Km), um pouco mais difícil, com início perto de Abrunhosa-A-Velha e final na Ponte Palhez.  

Embora o tempo estivesse óptimo, infelizmente, a água não era muita e os participantes da 2ª parte foram forçados a portearem três zonas onde os pedregulhos não permitiam a passagem dos barcos, o que representou alguma demora (os últimos chegaram ao final pelas 17.30h) e um certo cansaço...  pelo meio verificaram-se algumas pagaias partidas, o que obrigou a algumas desistências a meio do percurso.  Valeu no entanto os muitos rápidos que ainda se conseguiram fazer e que permitiram uns excelentes banhos aos menos atentos...

Já os participantes que fizeram a 1ª parte, desceram-na calmamente, sem ter que passar por este tipo de situações, tendo terminado a descida pelas 14.30h. 

Com a organização a cargo da Vivaventura, este segundo encontro de S. Martinho usufruiu de mais meios de apoio, nomeadamente transportes para os participantes e para as respectivas embarcações (para o início do percurso e regresso) e algum apoio de terra na 2ª parte do percurso, já que esta quase não tinha nenhum acesso pelo meio.

De assinalar o apoio da Câmara Municipal de Gouveia, dos Bombeiros Voluntários de Gouveia e, em particular, da Junta de Freguesia de Ribamondego e dos seus membros que ofereceram não só um local para os participantes dormirem, como um excelente pequeno-almoço (e ceia, para os que ficaram para Domingo), composto por queijo da serra, presunto, jeropiga, bolos, choriço e muito mais...!  Inesquecível! 

Mais uma vez, o excelente jantar (no Restaurante MonteNeve, em Gouveia) serviu para confraternizar e repor as forças, tanto para os que tiveram que regressar nesse dia como para os poucos que ficaram para dia seguinte.  Neste jantar, foram sorteadas várias lembranças, entre elas alguns artigos de canoagem gentilmente oferecidas pela SkiWorld!

As primeiras seis fotos tiradas por mim e pela Vivaventura, e as restantes formam tiradas pela malta de Tomar e o Paulo da Skiworld, que gentilmente as cederam para aqui ilustrar o que foi este encontro.  Os nossos agradecimentos.

Concentração em Gouveia

...vão prós copos à noite e depois é isto...

Pequeno-almoço na praia fluvial de Ribamondego

Carlos Dias, Sérgio Paes e Fernando, de barrigas cheias...

Início da 2ª parte do percurso

Início da 2ª parte do percurso

Jakes (Artur Matos) com os seus capacetes... originais!

O "brilhante" Jakes a coordenar o TopoDuo

Teresa no 1º rápido

Portagem

Henrique no açude final

Raúl Estrêla em manobras...

Exibicionismos na via pública...

Jantarada final

 

No Domingo, quem ficou para este dia, participou numa caminhada e passeio de BTT ("Rota da Castanha") organizadas pela Vivaventura, terminando mais uma vez com uma visita ao Festival Nacional das Sopas da Serra da Estrêla, em S.Paio onde provámos umas quantas sopas (claro!), nomeadamente a excelente Canja de Galinha com Carqueja confeccionada pelo nosso kompanheiro Carlos Dias que, além de ter feito a descida de Sábado, concorreu novamente neste Festival, num stand da Vivaventura.  E já ouvi dizer que está a preparar uma receita de uma Sopa de Castanhas para o Festival do próximo ano...!  Sim, porque em Novembro de 2005, haverá a 3ª edição deste Enkontro de S. Martinho!

Caminhada

Caminhada

O stand da Vivaventura no Festival das Sopas da Serra da Estrêla, com o nosso "chef" Carlos Dias e a sua canja de galinha com carceja

 

 

 

  20 + 21/11/2004 - Rio PAIVA

Participação na ACÇÃO DE FORMAÇÃO DE SEGURANÇA EM ÁGUAS BRAVAS organizada pelo CLUBE DE CANOAGEM DE ÁGUAS BRAVAS DE PORTUGAL e monitorizado pelo Rui Calado, Henrique Sousa e Teresa Rodrigues.

No Sábado, a acção decorreu na primeira parte da "Garganta" do Paiva, desde a praia do Areínho até à praia do Vau.  

Começámos por ouvir uma "lição" sobre segurança passiva e depois metemo-nos à água (sempre limpa e bem fria), onde nos foram sendo indicados e explicados alguns dos principais obstáculos num percurso de águas bravas (sifões, drossagens, rolos, retornos, etc).

A primeira portagem foi feita no rápido do "Serra-Calos", onde se falou de sifões e drossagens;   depois de vários outros rápidos, fizemos a segunda portagem no "Rápido Grande" onde nos foram mostrados mais alguns obstáculos neste rápido (sifões, rôlos, etc), actualmente de Cl. V;  depois do Rui Calado o passar "nas calmas", lá seguimos todos para os próximos rápidos;  fizemos a terceira e última portagem nas "Marmitas" (que o Rui também fez "nas calmas") e depois seguimos até ao final, na praia do Vau.  

Todo este (belo) percurso foi feito de uma forma muito controlada pelos monitores que nos transmitiram uma sensação de segurança e apoio durante toda a descida:  o Henrique na frente a "abrir" e a orientar o pessoal pelas melhores passagens, o Rui no meio de nós a aconselhar-nos e a demonstrar como se fazem alguns rápidos e a Teresa a fechar a "marcha".  Pelo meio lá foram havendo os habituais "banhos" e uma pagaia partida, mas o Henrique, sempre prevenido, sacou duma pagaia desmontável suplente e resolveu o problema.

No Domingo, ficámo-nos pelos "3 saltinhos" - perto do final daquele percurso, um pouco a montante da praia de Espiunca - a treinar resgates com kayaks e cordas, sempre acompanhados com uns "belos" banhos e saltos para a água.  Coincidindo com o final desta lição prática, apareceram alguns teixugos e portugas que vinham da praia do Vau e que, depois de algum convívio e fotos no local, nos acompanharam até ao final, na praia de Espiunca, onde ainda houve tempo para treinar uns lançamentos de corda, para se fazerem algumas demonstrações de desmultiplicação com cordas, roldanas e mosquetões, terminando com uma conversa sobre classificação de rios, experiências passadas, etc.

Enfim, um fim-de-semana bastante produtivo e desde já recomendo à participação neste tipo de acções de formação, especialmente quando é dada por pessoal experiente e competente como no presente caso, que alertam para aspectos de primordial importância para quem gosta de fazer águas bravas.  E não se pense que é só nos percursos muito difíceis que nos depararmos com situações perigosas!...

Na praia do Areínho...

Portagem e "aula teórica" no Rápido Grande...

Uma das bonitas paisagens deste percurso...

Portagem nas Marmitas...

 

 

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Pedro Carvalho   ( tlm: 967062711  E.mail: kompanhia@clix.pt

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Ultima actualização:  14/03/2007