2005

Complementando as descrições dos vários percursos, apresentamos o nosso "Diário de Bordo", que não é mais do que uma descrição resumida de algumas descidas efectuadas pela Kompanhia, incluindo as efectuadas em rios diferentes dos descritos neste site e participações em descidas e encontros organizados por outras entidades.

 

  13/03/2005 - Rio PAIVA  (PAIVA FESTIVAL)

Participação no PAIVA FESTIVAL, um mega-encontro de águas bravas organizado pelo CLUBE DE CANOAGEM DE ÁGUAS BRAVAS DE PORTUGAL, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, entre outras entidades.

Este rio apresenta percursos para todos os gostos e dificuldades, que a organização deste Festival soube aproveitar ao máximo mesmo com a pouca água que havia, tendo sido possível a participação de canoistas com muita e com nenhuma experiência, um dos objectivos deste encontro e que foi plenamente atingido. 

O convívio foi excelente dentro e fora de água, o programa muito completo e diversificado. Não fosse pela falta de água e certamente haveriam ainda mais participantes (e houve mais de cem!), tal como merece um evento destes.

Embora só tenha participado no segundo dia (Domingo), achei excelente embora, devido à falta de água, não tenha sido possível fazer o percurso inicialmente previsto para esse dia (Espiunca-Travanca), que eu teria gostado de repetir.  O percurso que optei por fazer no Domingo foi o calmo (Praia da Paradinha – Areinho), atendendo a que já não me metia na água desde Novembro (na Acção de Segurança do C.C.A.B.P.), e que o corpinho me pedia sopas e descanso e uma coisa mais calma que a Garganta (a outra opção, mais difícil, e escolhida pela grande maioria dos participantes).

Começámos por fazer um pouco de todo-o-terreno até chegarmos à Praia da Paradinha, um belo local onde iniciámos a descida pelas 13.00h.  Embora fôssemos 13, não houve nenhum azar, e a descida – embora calma – foi divertida e animada pelo convívio.  Os 2 ou 3 pequenos rápidos que apanhámos pelo meio, chegaram até a proporcionar a alguns dos mais novatos a oportunidade de verem como é um rio debaixo de água...   Embora curto (levámos só 1.30h a fazer o percurso, e muito nas calmas...), foi o suficiente para o pessoal tirar a barriga de misérias que a maldita seca nos andava a impôr, e deu-nos tempo para convivermos todos no final, na Praia do Areinho, e zarpar para casa ainda a horas "decentes".   

Praia da Paradinha (início)

Jójó em manobras, no último rápido

Carlos Dias 

...mais manobras...

...o insuflável do costume...

Mário Martins

Pedro Gonçalves

Comes-e-bebes no final (praia do Areínho)

 

  26/03/2005 - Ribeira do ALVÔCO

Inesperadamente, no meio de uma prolongada seca, a Páscoa trouxe-nos uns dias de boa chuva!  Não se podia ter escolhido melhor dia para se fazer esta descida:  na manhã do dia anterior (6ª feira) o caudal era apenas o suficiente para se descer, quase desprezível se a época não fosse de seca e não fosse a muita vontade de nos metermos na água...  Só que os deuses decidiram dar-nos uma belas amêndoas e, de 6ª para Sábado a chuva foi tal que, na manhã deste dia, o caudal estava potente, mais elevado até do que o que encontrámos na descida de 3 de Janeiro de 2004 (ver descrição nesta página), tendo sido a vez que descemos esta ribeira com mais água... até agora!...  Penso até que o caudal se encontrava quase no limite do aconselhável para se fazer esta descida, pois alguns açudes já começavam a apresentar rôlos consideráveis que aconselhavam a portagem aos kayaks mais pequenos e em alguns rápidos, os ramos junto ás margens atrapalhavam um bocado a passagem... o que motivou alguns banhos forçados.   Em parte por isso e também porque nas nossas descidas não há pressas, os 12Km deste percurso levaram cerca de 5.30h a ser feitos o que, definitivamente, nos tirou a barriga de misérias!

A companhia foi óptima, a boa disposição foi uma constante, a alegria de ver tanta água e a beleza da paisagem também deram o seu contributo.  

Exceptuando eu, o Carlos Dias e o Pedro Fernandes, para os restantes esta foi a primeira vez que desceram este percurso e, para alguns deles, penso que foi igualmente a primeira vez que fizeram alguns saltos de 3m ou mais (acho que gostaram...).

Contámos ainda com o apoio por terra de alguns acompanhantes, nomeadamente a mulher do Eduardo e o pai do Pedro Gonçalves (o Sr. António) que entusiasticamente nos foi fotografando ao longo do percurso ou, pelo menos, nos locais onde o acesso é possível, normalmente junto a alguns açudes.  São dele e também do Eduardo (e da sua máquina) uma boa parte das fotos expostas no fim desta descrição. 

Rematámos o dia com uma bela jantarada num restaurante perto da Barreosa, onde demos cabo de uns bons nacos de picanha na pedra!...   Foi mesmo uma excelente descida e um dia muito bem passado!  Seria bom que a chuva continuasse ainda por mais uns tempos para, entre outros motivos, fazermos mais algumas descidas nesta época.

  

Fraga da Barreosa (início)

 

Bruno, Pedro Gonçalves, Carlos Dias, Pedro Miguel Marquês, Pedro Carvalho (eu), Pedro Fernandes e Eduardo

Preparativos para a largada... 

Início da descida...

Paisagem típica do percurso...

Pedro Fernandes - primeiro açude

O magnífico (e "pegajoso") salto a meio da primeira metade do percurso

O último açude antes de Vide

Pedro Gonçalves

Pedro Gonçalves - pequeno salto em Vide

Pedro Gonçalves - açude de Vide

Bruno - açude de Parente

Pedro Miguel Marquês

...a picanha...na pedra...!!

 

 

 

  15/04/2005 - Rio TEIXEIRA

Aproveitando umas chuvadas inesperadas durante a semana, pegámos na trouxa e lá fomos espreitar o Rio Teixeira.  O Ricardo Inverno, de Aveiro, deu uma vista de olhos aos caudais nos dias precedentes e, embora a água fosse pouca - quase no limite -, deu para fazer a descida, tanta era a vontade de conhecer (ou repetir, para alguns) aquele rio.  Tal como para o Eduardo e para o Nuno Brigas, foi a primeira vez que desci este rio e considero-o como dos mais bonitos e interessantes que conheci até hoje (não que fossem muitos, mas a apreciação mantém-se), com muitos e sucessivos rápidos e alguns saltos pelo meio, alguns em rampa.

Para os outros - Ricardo Inverno, Valentim e Pedro Santos (acabadinho de chegar da Córsega, com muitas histórias de fazer inveja...) -, foi certamente menos divertido, pois já tinham feito este percurso com muito mais caudal.

Demorámos cerca de 4h a fazer os 8,5km, com muitos encontrões ás pedras pelo meio e raspanços no fundo;  pena é o facto dos tranfers dos carros entre o início e final levarem bastante tempo devido aos 17km que os separam, em parte por caminhos de terra batida.  Mas atenção, que vale bem a pena o sacrifício.   E, claro, ficou-nos a vontade de repetir o percurso quando haja mais água.  Nessas condições, penso que poderá ser considerado como um percurso de Cl.III, com algumas passagens em IV.

A companhia e boa disposição foram excelentes e, além disso, o rio está "muito bem sinalizado"!...   

A maioria das fotos foram tiradas pelo Valentim e do Nuno Boavida.

 

Início junto à mini-hídrica

Um rápido e muitas pedras...

Bonita paisagem... 

Nuno Brigas

Ricardo Inverno

Abordagem!

No rápido antes da ponte

Ponte a meio do percurso

Excelente sinalização!

..."extreme kayak race"... ou quase...

O verde não faltou em todo o percurso

O Valentim em pose para a foto...

...sem comentários...

Mais um salto

Bonitas paisagens... sempre!

 

Caberão?

 

  14/08/2005 - Percurso 1 do Rio MONDEGO

A concentração foi marcada para as 7.00h da manhã, em Videmonte, prevendo uma longa caminhada de 10 horas.  Talvez por isso, vários foram os interessados em participar que acabaram por desistir.  Para além de mim, compareceram o Vasco Moura, o Luís Lucas e mais duas pessoas, naturais de Videmonte, a Maria João e o Sr. José Carlos Pina, que providenciou locais para dormir e o transporte até ao início do percurso.

Depois de um trajecto de mais de uma hora, desde a Qtª da Taberna até à Srº de Assedasse, por um trilho na margem direita do Mondego, 200m acima do seu leito, iniciámos a caminhada pelas 9.15h, primeiro num vale mais aberto onde pontuavam alguns terrenos de cultivo, começando progressivamente as margens a entalar o rio, até uma pequena barragem abandonada, a partir da qual, o leito ganha mais pendente e corre mais apertado.

Como previsto, demorámos quase 10h a fazer os 10km do percurso.  No final, satisfeitos por conseguirmos o nosso objectivo mas um bocado cansados (pelo menos eu já estava todo "partido"...) de caminhar por cima de tanta pedra, ficou-nos a vontade de descer este percurso, assim que haja água suficiente. 

Os meus agradecimentos a todos os participantes, em particular ao Sr. José Carlos Pina, pelo seu empenho na realização desta caminhada e que, durante a qual nos foi elucidando sobre alguns aspectos da região que rodeia o percurso.   Ficou a perspectiva de, num futuro próximo, organizarmos um encontro nesta zona que bem o merece.

Poderão ver mais fotos e uma descrição mais pormenorizada deste percurso na página dedicada ao Alto Mondego.

 

Início do percurso (Srª de Assedasse)

Começo da caminhada.

Uma companhia habitual... 

Cascata (quase seca) da Ribª do Verdilheiro a meio do percurso

Continuando...

O grande (duplo) sifão...

Leito de xisto "escavado"...

Mais... do mesmo...

 

 

  12/11/2005 - ENKONTRO DE S. MARTINHO (III) no ALTO MONDEGO

Pois foi, lá passámos outra vez o S. Martinho na água... Como foi?  Foi (muito) frio!  E felizmente não nevou, tal como estava previsto...

Todos os percursos em opção estavam com pouca água e, nessas circunstâncias, acabámos por decidir descer o P.2 do Mondego, perto de Videmonte, bem no meio do Parque Natural, dando a conhecer um percurso diferente, desconhecido à maioria dos 21 participantes que, com o baixo caudal que encontrámos (Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.36) acabou por estar acessível mesmo aos menos habituados a estas coisas, incluindo a segunda parte, habitualmente mais difícil.

A água era pouca, límpida e gelada, mas a vontade de remar era muita!  Por isso, depois de um tradicional copito de geropiga, lá nos lancámos à água um pouco mais “quentes” e com tantas ganas que, ao princípio, houve alguns engarrafamentos:  nas palavras do Ricardo Inverno, mais parecíamos um monte de “salmões na desova”!

A coisa lá continuou com alguns raspanços nas pedras, tendo a descida demorado cerca de 4.30h, com alguns (habituais) viranços, mas sem consequências de maior. 

No final, os que puderam ficar para jantar acabaram a jornada em amena (?) cavaqueira num restaurante perto de Gouveia.

Agradeço a presença de todos os participantes e, apesar da pouca água, espero que tenham gostado do percurso e queiram lá voltar (com um caudal normal), para sentirem a força dos muitos rápidos que ele então nos apresenta.

No Domingo, o nosso kompanheiro Carlos Dias participou, novamente, no Festival das Sopas de S. Paio, com uma sopa (claro!) de castanhas com tomate.  Pena que ainda não foi desta que venceu o concurso...

Algumas das fotos foram tiradas pelo Pedro Miguel Marquês e pelo Emanuel Jordão.

Logotipo do encontro

No centro de Videmonte

No início (Qtª da Taberna)

... idem ... 

Carlos Dias a espreitar o 1º açude...

Carlos, Fernando e Jota

Paulo Conceição e eu a portear...

Depois do 2º açude...

Pedro Fernandes

2ª parte:  pouca água...

Final, junto à barragem

"Alombanço" final...

  22/12/2005 - Ribeira do ALVÔCO

Na 5ª feira antes do Natal, fiz a última descida de 2005, acompanhado pelo Telmo e o pai, Jorge Cardoso, que assim ficaram a conhecer este percurso.  Para mim, era a primeira vez que ia aquela zona e descia a ribeira depois dos violentos incêndios que haviam devastado a região, no Verão, em especial a montante de Vide.   Com as encostas "despidas" da abundante vegetação com que antes eram cobertas, a ribeira era agora visível da estrada o que antes, mesmo no Inverno, era muito difícil.   Durante a descida, foi possível observar a existência de alguma cinza a cobrir parcialmente o fundo do leito, havendo necessidade de umas boas enxurradas para a limpar.

Havia pouca água, facto que sentimos particularmente pois íamos em canoas insufláveis e este tipo de embarcações sente-se "mais à vontade" com caudais mais elevados.  Especialmente na 1ª parte - até Vide - houve que "desencalhar" e empurrar várias vezes os barcos, além de rasparem e "travarem" no topo da maioria dos açudes do percurso, excepto no maior de todos em que fizémos um salto "limpo"...  aliás, este açude só se consegue saltar sem se ficar "agarrado" na recepção quando há pouca água.

Foi pena que que os meus kompanheiros tenham conhecido este percurso nestas condições, mas espero que lá voltem quando houver maior caudal.  Por outro lado, nesse dia tivémos sorte com a temperatura:  estavam uns amenos 8 graus quando iniciámos a descida ás 9.30h...   seguramente mais do dobro da temperatura que encontraríamos à mesma hora se tivéssemos feito a descida apenas dois dias antes...

Eram 13.00h quando terminámos a descida, na Ponte Medieval de Alvôco das Várzeas, tendo regressado a Lisboa com um pouco mais de apetite para a Consoada que se avizinhava...!

  

Telmo e Jorge Cardoso inspeccionando 

o maior açude do percurso

O último açude antes de Vide

Telmo no primeiro açude depois de Vide 

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Pedro Carvalho   ( tlm: 967062711  E.mail: kompanhia@clix.pt

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Ultima actualização:  14/03/2007