2007

Complementando as descrições dos vários percursos, apresentamos o nosso "Diário de Bordo", que não é mais do que uma descrição de algumas das nossas descidas, incluindo as efectuadas em rios diferentes dos descritos neste site e participações em descidas e encontros organizados por outras entidades.

.

  10/02/2007 - Rio TEIXEIRA  (Encontro do C.C.A.B.P.)

Integrado num conjunto de descidas informais promovidas pelo C.C.A.B.P. e organizadas localmente pelo Ricardo Inverno, este encontro ocupou os dois dias deste fim-de-semana.  O S. Pedro foi generoso nos dias anteriores e as chuvas que então caíram deixavam prever bons caudais nos percursos escolhidos.

Como apenas participei no 1º dia, descrevo aqui a descida desse dia, no Rio Teixeira.  Havia descido este rio / percurso pela primeira (e única) vez em Abril de 2005 e, embora então o tenha apanhado com muito pouca água, fiquei bastante agradado com a beleza do percurso e a "animação" que certamente proporcionaria com mais caudal.  Essa ocasião surgiu com estas descidas do C.C.A.B.P. e não a deixei escapar...  As minhas expectativas não foram defraudadas pois a descida foi excelente!

A concentração estava marcada para as 10.00h na praia do Vau, na margem esquerda do Rio Teixeira, sensivelmente a meio do percurso que iríamos efectuar.    No local já haviam acampado de véspera os organizadores e vários participantes.  Para "ajudar à festa", existe ali um pequeno bar que serviu o pequeno-almoço ao pessoal, bem como uma petiscada quando mais tarde ali fizemos uma pausa a meio da descida.

Foi com prazer que reencontrei algumas caras conhecidas e fiquei a conhecer outras novas, tudo malta "cinco estrêlas" que espero voltar a ver nas próximas descidas:  o Ricardo Inverno (sempre na "boa", a tentar organizar a trupe na "descontra"), o Henrique e a Teresa, o Pedro "Bica", o Ivan, o Pedro Marquês, o Luís Quilhó, o Paulo Amado, o João Ramos, o Pacheco, o Jójó, etc...  entre a malta "nova", fiquei a conhecer, entre outros, o Teixeira e o Hélder, este último um canoista de "pêso" com pinta de motard bem-disposto, montado num kayak com volume a condizer!

Reunidos os participantes, combinou-se a logística em pormenor: "...o teu carro fica no final, o teu no meio, o outro logo se vê...", "...enquanto o Pedro enche o barco o pessoal faz o "tobogan"...", decidiu-se a cor dos veículos onde deixaríamos a trouxa da roupa: "...então mas com quem é que deixamos a roupa? Na carrinha preta ou na branca?...", "A branca já está cheia de kayaks, não cabe lá roupa!..", pelo meio sai a seguinte proposta do Ricardo: "Ó pessoal, e parássemos aqui no bar, a meio da descida, e enfardássemos umas bifanas empurradas com umas m'jecas?..." (proposta acolhida com agrado por todos), "...e depois disso a descida continua ou ficamo-nos logo por aqui?..." (dúvida de alguns), etc, etc,...

Lá pelas 12.00h metemo-nos a caminho, que era longo e difícil.  No trilho de vários quilómetros antes de chegar ao início do percurso (mini-hídrica) deparámos com uma árvore tombada que impedia a passagem.  Toca de lhe atar uma corda de segurança e vai de puxar por ela, até conseguirmos passar.

Chegados à mini-hídrica, a maioria do pessoal optou por começar uns 200m a montante a fim de fazerem o "tobogan" ("...enquanto o Pedro enche o barco..."), reunindo-se depois aos restantes que os esperavam na mini-hídrica e daí continuaram todos juntos. 

Pouco depois do início, houve um engarrafamento num pequeno rápido "pegajoso" que proporcionou alguns "despites", "capotagens" e alguns pirolitos a quem optou por lá ficar durante mais algum tempo...

A descida continuou sempre animada e bem-disposta, com o pessoal a desfrutar da animação dos vários rápidos e da espectacular paisagem envolvente, com os mais experientes sempre atentos à progressão do grupo, em especial o Sr. Henrique (VôGrêlo) e Dna. Teresa (VóTéTé) - se me é permitido referir-me nestes termos a tão ilustres personagens da canoagem nacional... - que, com um ralhete aqui, um berro acolá, metiam na ordem a pequenada que insistia em fazer diabruras e asneiras.  

Tal como combinado, na Praia do Vau fizemos uma pausa para comer umas bifanas e emborcar umas cervejecas pró caminho!  Cheguei a temer o pior (he, he) e a pensar que ficávamos logo por ali, no enfardanço, mas não, a maioria (eu disse: "a maioria"...) decidiu prosseguir até ao fim, com o Ivan a abrir o caminho e o Ricardo e a Teresa a fechar a marcha.

Até ao final, na foz do Teixeira, ainda houve vários rápidos para nos divertirmos, culminando num açude um bocado "pegajoso" onde se montou segurança para permitir a passagem a quem a quis fazer.

Concluindo, tenho a agradecer ao C.C.A.B.P. e ao Ricardo Inverno (a quem fiquei a dever uma bifana...) por este dia muito bem passado (na "descontra").  Só tive pena de não poder ter ficado para o jantar para meter a conversa em dia com o pessoal.  Fica para a próxima!  

Parte das fotos inseridas nesta notícia foram tiradas pelo Pedro Miguel Marquês que, juntamente com muitas mais, podem ser consultadas no respectivo blog:   http://kayak-blog.blogspot.com

 

Uma árvore atravessada no caminho...

Entrada no rio na mini-hídrica.

O rápido da ponte

Pausa na Praia do Vau para...

...umas bifanas e umas cervejecas!!

Bela paisagem, habitual do Teixeira

 

Montando segurança no último açude do percurso.

 

 

.

  3+4/03/2007 - ENKONTRO DO CEIRA

Mais uma vez os nossos kompanheiros Carlos Dias e Mário Martins nos convidaram a descer o Rio Ceira, num enkontro que novamente contou com o apoio de várias entidades locais:   União Progressiva da Freguesia do Colmeal, Junta de Freguesia do Colmeal, Bombeiros Voluntários de Góis, além dos habitantes do Colmeal em geral que se mobilizaram para ajudar e assistir a este evento.

Desde já o nosso  agradecimento pela simpatia com que fomos acolhidos!  Está provado que este é um encontro que veio para ficar!  

E o deste ano decorreu da seguinte forma:

SÁBADO (dia 3):

Concentração na Ponte do Colmeal pelas 10.00h, com um excelente dia de sol.  

Compareceram bastantes participantes, cerca de 60, com muitas caras conhecidas e muitas caras novas.  Vieram grupos de vários pontos do país, dos quais o pessoal de Tomar se constituiu como o mais numeroso, seguido dos Tamecanos (Mondim de Basto), do pessoal do Clube Náutico de Fafe, do "18 & Cia" (Braga) em pêso, de malta da "Trans Serrano", do Tuaregue Kayak Clube, etc, etc, que, todos juntos, formámos um conjunto bastante heterogéneo da canoistas quanto ao nível de experiência e tipos de barco.   Tal não era problema já que o percurso (o 3 mais o 4), com 10km, era bastante acessível e permitia a participação dos menos experientes, para além que o caudal se encontrava relativamente baixo. 

Depois de muita conversa, de se preparar calmamente o material (e o estômago) para a descida e da habitual espera por alguns retardatários, a descida começou ás 12.00h.  

Antes do meio do percurso passámos um dos pontos "altos" da descida, o rápido e salto da Cortada, onde nos esperava numerosa assistência - acompanhantes e população local - que se divertiram a ver-nos saltar e, em alguns casos, a tomar uma banhoca...

Na Candosa, onde chegámos pelas 14.00h, fizemos uma curta pausa, após o que prosseguimos a descida, continuando o pessoal mais experiente a manter-se atento e a ajudar na passagem dos rápidos e obstáculos que íamos encontrando.

A descida terminou pelas 16.30h na Cabreira onde algum pessoal ainda brincou um bocado numa onda que se formava numa pequena represa mas, como já só pensávamos no porco no espeto que nos aguardava no Colmeal, rapidamente nos vestimos, arrumámos a trouxa e efectuámos o resgate dos carros deixados no início do percurso, no que fomos auxiliados por alguns colmealenses que disponibilizaram os seus próprios veículos para essa tarefa, incluindo uma carrinha para os barcos. 

O jantar decorreu animado, o petisco foi do melhor e sempre bem "regado"...  O "artista principal" - o porco no espeto - foi bem antecedido por uma bela sopa e depois melhor acompanhado por arroz e feijão, terminando com várias sobremesas (arroz doce, tijelada, sonhos, bolos diversos, etc) e um licor de mel final...

Tal como sucedeu no encontro do ano passado, a descida terminou a uma hora que nos permitiu jantar cedo e, para os que regressavam nesse dia, fazê-lo a horas confortáveis:  ás 20.00h tínhamos praticamente acabado de comer e já o Sr. António Santos (da União Progressiva do Colmeal) nos presenteava com um discurso de agradecimento.

DOMINGO (dia 4):  

Neste dia, dos "resistentes" que permaneceram no Colmeal, apenas cinco - Mário Martins, Carlos Dias, Carlos Viana ("Chapi"), José Semêdo e Pedro Fernandes - se mostraram com forças para se meterem no rio.  Optaram por fazer a 2º parte do Percurso 1 e o Percurso 2 ou seja, iniciaram a descida na Ponte do Casal Novo, atravessaram o "Comboio Fantasma" (o túnel de Vale Pardieiro) e seguiram até ao Colmeal, onde terminaram com um petisco de despedida:  carne grelhada com todos os acompanhamentos e sobremesas do jantar da véspera...  

Assim terminou mais um Encontro do Ceira, que mais uma vez conseguiu reunir bastantes dezenas de participantes e nos proporcionou um belo convívio.  Por tudo isso, agradeço a presença de todos e o esforço dos organizadores, em particular ao Mário Martins, ao Carlos Dias, ao Sr. António Santos, bem como ás entidades e à população do Colmeal que apoiaram e ajudaram na realização deste evento.  Até 2008!

Agradecemos as fotos e vídeos enviadas pelos participantes, nomeadamente:  Miguel Fonseca ("Tucano"), Vasco Roque, 18&Cia, Pedro Miguel Marquês, Artur Matos e João Paulo Lopes.  

Links para a visualização de notícias, vídeos e mais fotos deste encontro:

http://www.canoagem.online.pt/docs/noticiasartigo.asp?ID=1807

http://www.canoagem.online.pt/docs/noticiasartigo.asp?ID=1808

http://www.canoagem.online.pt/docs/Fotos_detalhe.asp?AssuntoFotoID=238

http://www.canoagem.online.pt/docs/Fotos_detalhe.asp?AssuntoFotoID=239

http://kayakfoto.blogspot.com/2007/03/encontro-do-ceira-2007-03032007.html

http://18-e-companhia.blogspot.com/2007/03/2-enkontro-do-rio-ceira.html

Contactem-nos, se quiserem que vos enviemos um CD com a compilação desse material.

. .

Logotipo 

do encontro

"Super"-Mário(Martins):  o "pai" do encontro...!

A malta de Tomar compareceu em "pêso"!

O Jakes (Artur) da Nabância (Tomar)

´

Início - Açude do Colmeal

Início da descida, no Colmeal

Início da descida, no Colmeal

Pedro Marquês algures...

O salto da Cortada, com numerosa assistência...

O salto da Cortada, com numerosa assistência...

A saída depois do salto. 

Algumas banhocas e resgates...

O salto da Cortada visto de cima, da ponte.

Luís Serra e M. Conceição no rápido antes do salto.

Carlos Viana ("Chapi") no rápido antes do salto.

Manuel Bonito no rápido antes do salto.

 

Chegada à Candosa (meio do percurso).

Pausa na Candosa (meio do percurso).

 

Um dos rápidos da 2ª parte do percurso.

O Vasco num dos açudes da 2ª parte do percurso.

Um dos açudes da 2ª parte do percurso.

O magnífico túnel antes 

da Cabreira...

 

O porco no espeto!...

Sr António Santos e Mário Martins, 

no discurso no final do jantar.

...efeitos secundários do porco no espeto...!

.

.

Vejam um dos VÍDEOS DO ENCONTRO

da autoria do "18&Cia", divulgadas no

  Canoagem.Online:

.

V Í D E O

 

 

 

 

 

.

 

Os "resistentes" de Domingo!

Carlos Viana ("Chapi") à saída do túnel de

Vale Pardieiro ("O Comboio Fantasma")

Mário Martins  à saída do túnel de

Vale Pardieiro ("O Comboio Fantasma")

 

.

 

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

O Miguel Fonseca / "Tucano" ( miguelfonseca@ipt.pt ) e o José Soudo - fotógrafo e professor de fotografia e de história de fotografia do IPT (Tomar) e da ARCO (Lisboa) - elegeram as 2 melhor fotografias tiradas neste encontro:  1º prémio e menção honrosa.

Esta ideia do Miguel Fonseca, de eleger as melhores fotografias, será uma iniciativa que se repetirá nos próximos encontros e descidas de águas bravas.  Pelo menos assim o esperamos e ficamos a aguardar os próximos "concursos".

Para já, começou-se por este Encontro do Ceira.  E as duas fotografias eleitas são as seguintes:

.

1º PRÉMIO

O que a caracteriza esta fotografia é a dinâmica.

Kayakista:  Tiago Albuquerque

Fotógrafo:  Artur Matos (ou) Miguel Fonseca (ou) Paulo Carvalho (?)

MENÇÃO HONROSA

Validada pela luz e pela cor.

Kayakista:  Tiago Albuquerque

Fotógrafo:  VASCO ROQUE

.

.

  31/03/2007 - Rio TÂMEGA  (Encontro dos TAMECANOS . 07 - Mondim de Basto)  

Depois do sucesso do encontro do ano passado, não podia deixar de participar no deste ano e assim, aproveitando que estava na Serra da Estrêla - bem mais perto do que Lisboa - dei um salto a Mondim de Basto.  Como apenas participei no 1º dia (Sábado), descrevo aqui a descida desse dia, no Rio Tâmega. 

Reuni-me ao Pedro Miguel Marquês em Celourico da Beira e daí seguimos até Trancoso, onde nos encontrámos com o Paulo Amado, continuando juntos até Mondim.  Chegámos lá um pouco depois da hora marcada para a concentração (11.00h) mas ainda a tempo de assistirmos ao final do breefing realizado pela organização, onde nos decidimos pelo percurso a efectuar.  Foram propostos dois, ambos no Tâmega, o único rio que apresentava caudal razoável:  o "de cima", mais acessível, e o "de baixo", com cerca de 7Km, um pouco mais puxado e que terminava no local onde se realizaria a prova de Slalom.  Optei por fazer o "de baixo" aproveitando que ia na companhia de malta experiente, com a vantagem de que começaria um pouco mais tarde, dando-me a oportunidade de meter a "conversa em dia" com o pessoal, rever caras conhecidas, etc.   

Segundo ouvi dizer, os participantes seriam mais de 70, incluindo vários espanhós, tendo-se distribuído em igual número para ambos os percursos.   Com os acompanhantes, ultrapassariam a centena, como se verificaria ao jantar.

A descida acabou por começar ao início da tarde (pelas 14.00h), tendo decorrido num ambiente descontraído e agradável, sempre envolvida em bonitas paisagens.  Além do mais, estava um belo dia de sol, que ajudou a descomprimir a tensão daqueles que, como eu, nunca haviam feito este percurso e aguardavam com alguma ansiedade o encontro com os "tais" rápidos anunciados no breefing...

No entanto, o percurso, acabou por se revelar mais fácil do que imagináramos.  Sempre em leito relativamente largo e caudaloso, íamos atravessando várias zonas calmas intercaladas por pequenos rápidos, alguns deles formando boas ondas para "cavalgar".  Sensivelmente a meio, encontrámos o principal e mais interessante rápido do percurso, mais forte e desnivelado que os restantes, com a particularidade de apresentar um forte sifão do lado esquerdo, embora desviado da linha principal de "navegação".  Vários foram aqueles que, no final do rápido foram a "banhos" (incluindo eu), curiosamente depois de passada a parte "pior" e mais agressiva do rápido.  Talvez por isso, não tomámos atenção a uma zona mais turbulenta que nos aguardava no fim e que nos "deu a volta"...  mas daí não resultou mais do que a referida banhoca e os que a tomaram foram prontamente ajudados pela malta a jusante.  Aguardo a divulgação de alguns vídeos feitos nesse rápido para, finalmente, perceber exactamente como e porquê nos virámos, já que tudo aconteceu muito rapidamente.

Depois disso a descida retomou o ritmo anterior, tendo chegado ao final cerca das 16/16.30h, que era simultaneamente o local onde se realizaria a prova de Slalom:  um rápido bastante desnivelado e forte, com duas linhas de passagem, apelidado de "Cachão" ou "Trambolhão" (não me recordo bem, mas qualquer deles é bastante sugestivo...).

A organização já havia colocado as "portas" e montado a segurança no local pelo que, aí chegados, fomos informados das regras e normas de participação.  Tenho a salientar que, para os que nunca haviam participado em algo do género (como eu), a explicação foi simples e objectiva, e agradeço o facto de ter sido valorizada a componente de diversão ao invés da vertente competitiva (relegada q.b. para segundo plano) e solicitada a participação de todos.   Desta forma, foram poucos os que não participaram ou, pelo menos, os que simplesmente não fizeram o rápido, mesmo sem a preocupação de passar por todas as portas.   A prova foi-se desenrolando, com os participantes mais "a sério" a repetirem várias vezes o slalom tentando melhorar a pontuação, com todos os restantes a assistirem entusiasticamente.  

A descida terminou com o final da prova, tendo todos desembarcado uma centena de metros a jusante, onde nos aguardavam os transportes.  Tive a sorte de, com mais uma dúzia de outros participantes, ir montado na caixa da camioneta que levava os kayaks, tendo a viagem (até ao local onde nos aguardava o autocarro) decorrido bastante animada e atribulada, com muitos solavancos, com os kayaks a quererem saltar do sítio e com os esforços do pessoal para o evitar...!

Chegados a Mondim e resgatados os veículos que haviam ficado no início do percurso, foi hora de ir a banhos (quentes) e, para os mais impacientes, a de tomar um prego e uma cerveja no bar do Pavilhão, antes de sermos levados a visitar a Casa do Alto da Rasa, em Celourico de Basto, onde fomos amavelmente convidados a provar os belos vinhos verdes ("Dom Diogo") que aí se produzem, pela mão e arte do Sr. José Diogo Teixeira Coelho (diogoteixeiracoelho@gmail.com), acompanhados por alguns queijos e enchidos, tendo sido muitos os que dali saíram com algumas caixas de vinho... e mais "alegres"...!

Pelas 20.30h, nos mesmos autocarros que nos haviam levado, retomámos o caminho de Mondim num ambiente bastante animado (talvez pelos "vapores" do vinho verde "provado"...?), em especial pelo Luís "Yell(ow)-Man" do 18&Cia que fez as honras de excursionista- animador.  Pelo meio ainda se "meteu" com uma certa "malta privilegiada" que ia fazer uma descida no Mondego a meio da semana seguinte... mas o futuro próximo ainda reservaria algumas (boas) surpresas, he, he!  Leiam o próximo artigo...

Chegados a Mondim, dirigimo-nos ao Restaurante "Transmontano" onde nos foi servido um belo jantar, num ambiente de franca animação, um excelente finalizar de um dia muito bem passado.  Infelizmente tive que regressar à Serra nessa noite, pois a festa prolongou-se noite dentro e no dia seguinte houve mais descidas (julgo que) no concelho de Ribeira de Pena.

Agradeço aos Tamecanos por todo o esforço e empenho que aplicaram neste evento.  Penso que os resultados provam mais uma vez que este é um encontro que se irá repetir nos próximos anos e será certamente uma referência a seguir.  Os Tamecanos, a sua região e os seus rios bem o merecem.  Parabéns, continuem com o bom trabalho e até para o ano!

Para além das nossas, algumas das fotos abaixo divulgadas forma tiradas pelo Juanse, pelo Carlos "Chapi" Viana do 18 & Cia e pelo Pedro Miguel Marquês.   Nos respectivos sites e não só, poderão ver mais fotos e descrições deste encontro: 

www.ccimagem.com  (album de Paulo Mota)

picasaweb.google.com/juansetorres/Tamecanos0702  (álbum de Juanse Torres)

18-e-companhia.blogspot.com/2007/04/tbacanos-2007.html  (site do 18 & Cia)

picasaweb.google.com/Chapyak/Tamecanos2007  (álbum do 18 & Cia)

kayakfoto.blogspot.com/  (álbum do Pedro Miguel Marquês)

www.canoagem.online.pt/docs/noticiasartigo.asp?IDnoticia=1868  (notícia no Canoagem Online)

www.canoagem.online.pt/vbforum/threaddetails.asp?Category=Geral+%28Turismo+e+outras%29&ThreadID=2151&offset=15  (Fórum do Canoagem Online)

 

.

A Kompanhia das Águas 

e o seu Team Condores

estiveram presentes!

Início da descida.

Um pequeno rápido.

No rápido do sifão...

No rápido do sifão...

No rápido do sifão...

Final do rápido do sifão...

Depois do rápido do sifão...

Fernando, o Team do 18&Cia e Sérgio 

na zona do Slalom.

Um "segurança" do slalom.

Um "concorrente" do Slalom (Sérgio Domingues).

Sérgio Domingues...

Assistência na zona do Slalom.

O insuflável do costume... só de passagem!

A zona do Slalom vista de jusante.

Houve quem lhe chamasse 

"a camioneta dos porcos"...

Antes do jantar, houve uma prova de vinhos 

verdes "Dom Diogo", na adega da Casa do

Alto da Rasa, em Veade, Celourico de Basto. 

A prova de vinhos, na adega... 

.

 

Vejam um pequeno VÍDEO 

do slalom, no Sábado: 

.

V Í D E O

 

 

 

.

.

Vejam um belo VÍDEO DO ENCONTRO

da autoria do "18&Cia", divulgadas no

  Canoagem.Online:

.

V Í D E O

 

 

 

 

 

.

  05/04/2007 - P.10 do ALTO MONDEGO  

Desde 2004 que andava com vontade de repetir este percurso, na minha opinião um dos mais interessantes do Alto Mondego, especialmente os últimos 7 Km (2ª parte).  Essa ocasião apresentou-se-me durante uma estadia na Serra nesta época de Páscoa, a qual já havia aproveitado para dar "um salto" ao encontro dos Tamecanos, descrito no artigo anterior.      

Nos dias que antecederam a descida caiu alguma chuva, o que nos asseguraria água suficiente para a mesma se efectuar.  Não obstante, na véspera fui verificar o nível do caudal, não só no início (Ribamondego) como na zona de sifões, a meio do percurso.  Aí, aproveitei para pintar nas rochas dois "X" em tinta branca, para assinalar o início daquela zona perigosa, que exige uma longa portagem.  No entanto, o local é perfeitamente localizável pois situa-se precisamente sob a zona de atravessamento de uma linhas de alta tensão, visíveis com alguma antecedência...  

Como então verifiquei, o caudal estava num bom nível, sem estar demasiado forte (Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.73) e, se se mantivesse assim no dia seguinte, iríamos ter boas condições para a descida.   No conjunto das fotos desta descrição, as que foram tiradas nesse dia (véspera) são apresentadas sobre fundo preto.  Assim pode-se comparar com o caudal que encontrámos do dia seguinte, na descida.

No dia seguinte, reunimo-nos no Restaurante Europa, na EN 17, onde tomámos um café antes de nos pormos a caminho para Ribamondego, ali perto, onde iniciaríamos a descida.  Para além de mim, havia 4 kompanheiros da Transerrano, de Góis (Paulo Silva, Valdemar, Hugo Freitas e Hugo Ervedal), o João Duarte (Almada), o Pedro Miguel Marquês (C. Branco), o Nuno Ribeiro (Celorico da Beira) com o seu "self-made-kayak", o Henrique (Guarda) e finalmente o Calos "Chapi" Viana do 18&Cia (Braga), que ignorava que o seu amigo Luís "Yell(ow)-Man" do 18&Cia também iria participar.  Só soube disso momentos antes da descida começar, quando o Luís fez a sua "entrada triunfal" em Ribamondego, ao som de fortes buzinadelas!  O grupo de 11 kompanheiros estava agora completo e pronto para se meter na água!  

No entanto, quando chegámos ao início do percurso, verifiquei que o caudal havia descido bastante desde a véspera (Nível Hidrométrico da Ponte de Juncal - INAG: 0.56) - em alguns locais havia baixado cerca de 1m... - embora se mantivesse dentro dos limites da "navegabilidade", estando até superior ás (duas) vezes em que havia descido este percurso. 

Feito o "tranfer" dos veículos para o final do percurso (Pte. Palhez), ás 13.00h iniciámos a descida que conta com 12km.

Os primeiros 5Km são algo monótonos, com muitas e longas zonas planas para remar, de que resultou uma progressão lenta.  Pelo meio apresenta dois ou três rápidos interessantes e dignos de nota, mas não tanto que justifiquem fazer-se esta parte do percurso.  Da única vez que desci esta primeira parte do percurso - da outra vez que o desci, apenas fiz a segunda parte, os últimos 7Km - não reti a impressão de ter zonas planas tão longas, caso contrário teria optado por começarmos a descida depois destes primeiros 5km, numa pequena praia que assinala o início dos últimos 7km, os mais vivos e interessantes.  O único problema é que o acesso a essa praia é por um caminho em terra batida, por vezes em más condições... mas possíveis de fazer se o veículo não for muito baixo e não for carregado.

No entanto, no segundo daqueles rápidos, em que a entrada exigia umas manobras mais técnicas para nos desviarmos de umas rochas, sucederam-se vários banhos e, inclusive, um kayak foi rio abaixo, tendo sido agarrado apenas uns 500m mais abaixo, depois de alguns pequenos rápidos e saltos pelo meio... 

O Luís (do 18&Cia) já "protestava" de tanto remar quando fizemos uma pausa para a "bucha" no final desses 5km, na praia que acima referi.  Mas logo que iniciámos a segunda parte mudou de opinião...

Efectivamente, os últimos 7Km começam com um pequeno rápido, os quais se sucedem com boa cadência, embora com boas zonas calmas intermédias, para descansar, preparar o fôlego para os rápidos seguintes e recuperar o equipamento "perdido".  Esta segunda parte do percurso, para além de mais "viva" e interessante, é a mais bonita pois corre num vale mais apertado e pedregoso.

Pouco depois chegámos à zona de sifões onde, para além das linhas de alta tensão, são visíveis as duas cruzes pintadas nas rochas, na véspera.  Nesse local pude verificar que o rio estava cerca de 1m abaixo do nível encontrado na véspera!  Com a redução dos caudal, os sifões estavam mais visíveis e perigosos, daí que a portagem foi mais longa e penosa.  Depois de um grande penêdo que ocupa quase toda a largura do rio e que obriga o grosso da corrente a contorná-lo pela esquerda, surge o último sifão desta secção, o maior e mais perigoso, que ocupava toda a largura do rio, e que pôde assim ser melhor apreciado por todos.

No entanto, recomeçada a descida após este maior sifão, uns 50m depois ainda nos surge um outro, menor, sob uma pedra a meio do rio que nos obriga a contorná-la pela esquerda, em "S", numa zona apertada.  Neste sifão ficou uma pagaia... 

Depois das portagens, a descida continuou animada - o Luís já ia mais satisfeito e ia fazendo os rápidos "altaimiente!" -, com muitos banhos pelo meio, o que obrigava a pausas por vezes prolongadas para efectuar o resgate do material e dos "banhistas"...

Num dos últimos rápidos, o Luís, finalmente, foi ao banho e, com ele, a câmara de vídeo que ficou toda encharcada!  Não se percebeu como, mas tanto o saco estanque e a caixa onde ia colocada, não foram suficientes para a proteger e ambos se abriram...   Felizmente, ficámos a saber que, depois de bem seca, espremida e escorrida, a câmara voltou a funcionar e o filme foi salvo!

Por vezes o grupo alongava-se mais do que seria desejável, com os primeiros a adiantarem-se demasiado.  É certo que a descida estava a demorar bastante mais do que o previsto - acabaria por levar cerca de 7.30h (!), terminando ás 20.30h, felizmente ainda com alguma luz diurna -, mas é um aspecto a que teremos que prestar mais atenção nas próximas descidas.   Talvez em parte devido a isso, três kompanheiros falharam o local da saída e continuaram pelo percurso seguinte, só dando pelo engano uns 100 ou 200m depois, o que os obrigou a trepar pelas margens, bastante inclinadas, com os kayaks ás costas, o que, depois daquela descida, foi um esforço adicional que poderia ter sido evitado.

No entanto e apesar disso, tudo correu bem e penso que valeu a pena.  Pelo menos, "enchemos o papo" de rio com esta mega-descida!  Espero que todos tenham gostado do percurso e do convívio.  Eu certamente gostei - tanto do percurso como da kompanhia que foi 5 estrêlas! - e hei-de voltar a descê-lo!  Mas só a 2ª parte...

Para surpresa de todos, no final, o Luís presenteou-nos com um excelente "katterring" para todo o pessoal:  vai de sacar de um geleira cheia de "mines" fresquinhas, de várias choriças e pão e toca de armar a "tasca aberta" na caixa da pick-up da Transerranos.  Teve direito a luzes psicadélicas, a café expresso no final e tudo!    Foi o máximo, foi um belo final para uma excelente descida!

Agradeço a presença e a boa-disposição de todos, bem como a entre-ajuda prestada durante a descida!  Foi um dia muito bem passado! 

Quem desejar, pode ir ao FÓRUM DA KOMPANHIA deixar a sua opinião sobre a descida, sugestão, protesto, boca, "por-vocação", etc.

Para além das nossas, algumas das fotos abaixo divulgadas forma tiradas pelo pelo Carlos "Chapi" Viana do 18 & Cia, pelo Pedro Miguel Marquês e pelo Paulo Silva da Transserrano.   Nos respectivos sites poderão ver mais fotos e descrições deste encontro: 

http://picasaweb.google.com/Chapyak/P10DoMondego?authkey=IckwTtGhQQ0  (álbum do 18 & Cia)

kayakfoto.blogspot.com/  (álbum do Pedro Miguel Marquês)

 

.

Aspecto do caudal no início (Ribamondego), 

antes da descida

O caudal na véspera, no mesmo local...

A alegria do Chapi quando soube que o seu amigo 

Luís "Yell(ow)-Man" também vinha para a descida!

A chegada triunfal do Luís "Yell(ow)-Man"!

Um breefing final antes da partida...

Foto de família na praia de Ribamondego.

O primeiro rápido da 1ª parte.

O Hugo no primeiro rápido da 1ª parte.

Piscina após o primeiro rápido da 1ª parte.

A continuação d o primeiro rápido.

O segundo rápido digno de nota da 1ª parte.

O início do mesmo rápido.

O "arranque" para o  rápido...

 ...e um dos viranços...

...sequência do mesmo viranço...

Pedro Marquês a descer o  rápido.

João Duarte a descer o  rápido.

O Hugo a descer o  rápido.

O "self-made-kayak" do Nuno!

Finalmente o Luís decidiu por que lado do arame 

havia de comer a "bucha"...

O primeiro rápido da 2ª parte, logo depois da pausa para a "bucha".

Um rápido...

O mesmo rápido...

O senhor "Chapi"...

Zona de sifões na 2ª parte:  

aspecto do caudal 

no dia da descida

Zona dos sifões e portagem à moda da kompanhia 

O maior sifão da 2ª parte:  

aspecto do caudal 

no dia da descida

O mesmo local, na véspera:  

a mesma rocha, em bico, 

estava quase submersa...

O mesmo sifão, na véspera: 

o rochedo que o forma 

encontrava-se mais submerso...

Regresso à água depois da zona dos sifões.

Na água depois da zona dos sifões.

Depois do pequeno sifão onde ficou a pagaia...

Um rápido da 2ª parte.

Recuperação de material...

Saltando um açude na 2ª parte.

O mesmo açude visto de jusante.

O Luís depois do açude.

Um rápido da 2ª parte.

O mesmo rápido.

O nosso cameraman:  Luís "Yell(ow)-Man", do 18&Cia.

O Henrique num rápido...

Mais um rápido...

Outro rápido da 2ª parte.

O rápido final / rampa antes do desembarque.

O katterring e o mestre de cerimónias em 1º plano!

"À saúde e até à próxima!!"

Vejam um pequeno VÍDEO 

da ZONA DOS SIFÕES, 

feito na véspera da descida: 

.

V Í D E O

Vejam um pequeno VÍDEO 

da descida: 

.

V Í D E O

 

Vejam "O" VÍDEO-REPORT

da descida, "A Grande Estafa", 

realizado pelo 18&CIA

.

V Í D E O

 

 

.

  AGOSTO de 2007 -  AS ESTAFAS DA KOMPANHIA...!  

No mês de Agosto, sem água suficiente nos rios para molharmos os barcos – embora tenha visto o Alva com níveis superiores a algumas épocas de Inverno... – inventei algumas torturas (estafas...) à boa maneira da Kompanhia das Águas, para entreter o pessoal que quisesse cair na asneira de me akompanhar...  Para os que caíram nessa "asneira", o meu obrigado, pois as que tive o prazer de fazer akompanhado, foram as mais divertidas e interessantes.  

Pensando também nas descidas da próxima época, entre essas "estafas" havia propostas de reconhecimentos de novos percursos de rio.  Pela consulta das cartas militares da zona e cálculo da pendente média, sabia que uns poderiam ter condições para futuramente serem descidos de kayak, enquanto que outros dificilmente o poderão ser, devido ao elevado declive que apresentam.  Mas mesmo estes, certamente valeriam o esforço de ser descidos no Verão, a pé e a nado, o que acabámos por confirmar!

Paralelamente, também havia propostas de percursos para caminhadas e BTT, provando uma vez mais que as Serras da Estrêla e do Açôr têm muito para nos oferecer nestas actividades e merecem ser divulgadas.

No entanto, não houve tempo (nem fôlego...) para realizar todas as "estafas" propostas.   Dessas, dou alguns exemplos para não nos esquecermos de as tentarmos fazer, talvez no próximo Verão

- reconhecimento do Percurso "Zero" da Ribª do Alvôco, de Alvôco da Serra até Vasco Esteves de Baixo, com 3,6Km e 5,1% de desnível geral, certamente um percurso demasiado perigoso para a canoagem, tal como o P.1 da Ribª da Loriga, comparativamente ao qual até tem maior declive!

- reconhecimento da Ribª do Caldeirão, junto à Barragem do Caldeirão (Guarda);

- reconhecimentos dos Percursos 3 e 4 do Alto Mondego;

- e muitos percursos pedestres e de BTT... 

Das que foram feitas, aqui deixamos a descrição e fotos que, espero, vos deixem "com água na boca"... e com pena de não nos terem akompanhado!

RECONHECIMENTO do PERCURSO 1 da RIBEIRA DO ALVÔCO  ("O Percurso das 3 Fragas")

Em Junho de 2003, com o Mário Martins, Carlos Dias e o Manuel Bonito, havíamos descido parte deste percurso que totaliza 8,5km, de Frádigas à Barriosa ou seja, apenas os últimos 2,3Km.  Nessa altura, pela pouca água que apresentava (foi quase sempre a arrastar os barcos), pelos difíceis e longos acessos existentes entre o início e final do percurso, este não nos ficou gravado na memória como sendo uma prioridade para ser descido mais tarde.  No entanto, para além da "estafa" que então sofremos, não esquecemos as bonitas paisagens e as impressionantes quedas de águas que fomos porteando.  

Só este ano, sabendo que haviam sido melhorados os caminhos de acesso entre Fradigas e Vasco Esteves de Baixo, me lembrei de fazer o reconhecimento da totalidade deste percurso, que sabia ter uma pendente interessante.  Restava saber se apresentava obstáculos demasiado perigosos para ser descido de kayak...

À chamada respondeu o Pedro Marquês e, depois de nos encontrarmos em Vide, numa manhã cinzenta e chuvosa (em pleno Agosto!), rumámos à Barriosa, ao "Poço da Broca", o final do percurso (e início do seguinte, o P.2), onde deixámos um carro com a roupa seca.  No local, na margem da ribeira, ficámos a conhecer o novo e recentemente aberto Restaurante "Guarda-Rios" (www.valedalvoco.com), onde aproveitámos para tomar um café e trocar dois dedos de conversa com o jovem proprietário - que logo admitiu conhecer o site da Kompanhia das Águas, onde acompanha as descrições das descidas que vamos fazendo pela região -, ver algumas fotos expostas da Ribeira do Alvôco (especialmente aquelas onde figuravam as três fragas que iríamos encontrar nesse dia) pela qual obviamente nutre um especial carinho.  Ficámos ainda a saber que muita da "matéria-prima" (carnes, legumes,...) confeccionada neste restaurante, provém de criação biológica da região.  O menu prometia...  mas a prova teria que ficar para mais tarde, pois fazia-se tarde e sabíamos que tínhamos (pelo menos) 7h de "estafa" pela frente.  Lá nos fizemos à estrada que, depois de Frádigas não é mais do que um estradão de terra batida, à espera de ser alcatroado, ainda muito "escorregadia" nas curvas...

Chegados ao início do percurso - a pequena ponte sobre o Alvôco, antes de subir para Vasco Esteves de Baixo -, largámos o carro e metemo-nos ao rio.  Logo desde o início verificámos que este percurso, com água, seria bem mais interessante e "animado" que todos os que conhecíamos desta ribeira:  pendente mais acentuada e contínua, um leito cheio de rochas graníticas arredondadas, "intrusas" arrastadas ao longo dos tempos desde as zonas superiores da Serra até aqui, contrastando com a região de xisto onde o leito se desenvolve.

Desde as primeiras centenas de metros, não parámos de comentar que "...isto com água vai ser sempre a dar...!", "...logo que caírem as primeiras chuvadas, temos que cá vir!", etc, etc...  e o S. Pedro, para nos ir consolando, lá nos mandando uns borrifos durante a descida!

Cerca de 1/1,5km depois do início, depois de um local assinalado por um pequeno açude destruído e uma escada de betão do lado direito, o leito vira para a esquerda e a ribeira, antes de uma pequena ponte, passa por uma curta passagem estrangulada que, antes de ser passada, convém ser vistoriada (pela margem direita) pois a zona a seguir assemelha-se a uma marmita meio destruída e a água poderá fazer aí algum tipo de remoínho... 

Continuando a descida, quase 3km depois do início, chegamos a Aguincho, onde encontramos a primeira das três fragas deste percurso.  Trata-se de uma "cortada", usual nesta região (existem na Ribª da Loriga e no Rio Ceira, por exemplo), onde o rio é desviado do seu leito natural para permitir um aproveitamento agrícola do solo e irrigação dos terrenos a jusante.  A água é obrigada a passar por um "atalho" ("cortada") feito pelo Homem, normalmente um rasgo na montanha, de que resulta uma queda de água tanto mais desnivelada quanto maior e inclinado for o antigo percurso, anulado.    

Esta primeira fraga é assinalada algumas dezenas de metros antes por uma pequena ponte.  É uma queda de água em socalcos, com uns 10m de desnível no total que, embora não seja fácil, nos pareceu ser possível ser descida em kayak.  A verificar quando houver água mas, até lá, sugerimos que seja porteada.  Talvez imaginando a emoção da futura descida desta fraga, o Pedro Marquês decidiu largar um pouco de "lastro" no local, talvez para a assinalar pelo olfacto...  Isto parece ser um hábito entre alguns dos nossos kompanheiros pois, alguns dias depois, na descida do P.1 da Ribª da Loriga, algo de semelhante sucederia...

Agora foi fácil porteá-la a partir da boca e seguir pelo topo do muro do lado direito, mas quando houver água talvez não seja possível chegar até aí sem ser arrastado pela corrente.  Terá que se verificar quando fizermos a primeira descida, mas a portagem, embora penosa, será possível por ambos os lados.  De referir que do lado direito - no antigo leito da ribeira - existem viveiros de trutas que, embora não tenhamos visitado, são visíveis da estrada. 

A descida continuou, com o leito a apresentar uma pendente um pouco mais suave, mas ainda assim constante e interessante, deixando-nos imaginar os bons rápidos que por ali haverão quando houver água...  E cerca de 3km depois, chegámos a Frádigas, onde encontramos a segunda fraga deste percurso, esta com cerca de 12m de altura, assinalada por uma pequena ponte sobre o degrau superior da queda.   Já a havíamos conhecido no reconhecimento de 2003, mas desta vez vimo-la com olhos diferentes, imaginando que talvez seja igualmente possível saltá-la de kayak.  No entanto pareceu-nos que isso será mais difícil que na fraga de Aguincho, pois esta - a de Frádigas - pareceu-nos mais alta e com uma pendente contínua e mais acentuada, para além de apresentar um canal a evitar, do lado direito - e por onde boa parte da água tende a ir -, demasiado estreito e com uma recepção perigosa.  Mas, como na Fraga de Aguincho, vamos aguardar até fazermos uma primeira descida.  Até lá, o nosso conselho é: portear! 

Após Frádigas e até ao final, na Barriosa (2,5km depois), a ribeira não apresenta obstáculos assinaláveis, excepto um açude vertical com uns 4m de altura e com uma recepção duvidosa, que convém portear, pela direita.  Mas quando houver água, há que ter cuidado na portagem pois o espaço será pouco e há risco de escorregar...

Cerca de 7.30h depois de iniciarmos esta "estafa", terminámo-la na Barriosa, onde se encontra a terceira e última fraga deste percurso, com uns 12m de altura, já bem conhecida de muitos de nós, pois aqui inicia-se a descida do Percurso 2.   Também esta merecerá um olhar mais atento quando descermos o Percurso 1 e os mais atrevidos pode ser que a consigam saltar.  A recepção é um poço / lago bastante profundo e, das vezes que a observámos com bastante caudal, não nos pareceu formar rolos...  Atenção:  alguns metros antes da fraga existe um pequeno açude;  convém parar e portear a fraga antes de saltar este açude, pois será difícil parar antes do salto final... de 12m!

Depois de trocarmos de roupa, fomos ao restaurante "Guarda-Rios" petiscar qualquer coisa antes de regressarmos a casa.  Estava a chegar a hora do jantar e a sala já se começava a encher, mas mesmo para um simples prego no pão e umas cervejas, arranjaram-nos uma mesa e fomos servidos com simpatia e profissionalismo.  E se tudo estiver ao nível da qualidade da carne que nos foi servida, desde logo dou os meus parabéns a este restaurante!  De tal maneira, que repetimos a "dose" e por lá teríamos ficado a jantar, se as nossas Marias não nos aguardassem em casa...  Fica para uma próxima ocasião.  Com toda a certeza!  Até talvez organizemos um encontro naquela zona, culminando com uma jantarada no "Guarda-Rios"!

Concluindo, em todo o percurso não encontrámos nenhuma situação particularmente "manhosa" ou perigosa (sifões, drossages, ou coisas do género), exceptuando as três grandes quedas de água que referi e o açude atrás referidos, todos com zonas suficientemente calmas a antecedê-las para se parar e efectuar a portagem.   A vegetação junto ás margens continua a ser o pior obstáculo, se bem que, ao longo da descida, tenhamos feito alguma limpeza e desobstrução nos locais mais apertados e críticos.   De assinalar que durante o primeiro quilómetro encontrámos alguns arames presos ás rochas do leito - possivelmente de vedações derrubadas nas enxurradas do último Inverno - que poderão constituir um perigo em caso de viranço nesta zona.

Deixo aqui um resumo das distâncias e declives, embora tenha dúvidas quanto à real localização da ponte no início do percurso:

Do início (ponte entre Aguincho e Vasco Esteves de Baixo) até Aguincho (1ª fraga) são 3km com 2,8% de declive;  de Aguincho até Frádigas (2ª fraga) são 3,2km com 1,25% de declive; de Frádigas à Barriosa (3ª fraga) são 2,3km com 1,7km de declive (incluindo o salto da fraga).  

Ao Pedro Marquês agradeço a boa kompanhia e um dia bem passado!  

No blog dele poderão consultar todas as fotos que ele tirou, bem como a sua respectiva descrição desta "estafa": 

http://kayak-blog.blogspot.com/

http://kayakfoto.blogspot.com/

.

O início do percurso, depois da pequena ponte antes da subida para Vasco Estes de Baixo.

Um leito semeado de rochas de granito... em região de xisto.

Um estrangulamento que, com água, convém ser vistoriado antes de ser passado...

O Pedro Marquês a passar (nadar)  pelo  estrangulamento

A zona após o estrangulamento vista de jusante, assemelha-se a uma marmita...

Limpeza de algumas passagens mais estreitas...

E a limpeza continuou, especialmente até Frádigas.

A aproximação à 1ª fraga do percurso, em Aguincho, assinalada previamente por uma ponte.

A "boca" da fraga de Aguincho, sem água...

A fraga de Aguincho vista de baixo.  O Pedro Marquês está em cima, à esquerda...

E a descida continua...

Novamente um leito semeado de rochas de granito... semelhantes a grandes bolas de naftalina.

Um dos vários locais que "prometem" bons rápidos...

A aproximação à 2ª fraga do percurso, em Frádigas, assinalada por uma ponte sobre a queda.

A fraga de Frádigas vista de cima e da esquerda.

Atenção ao canal do lado direito:  

muito estreito e com má recepção!

A piscina da fraga de Frádigas vista de cima.  O Pedro Marquês está em cima à esquerda...

A piscina da fraga de Frádigas vista de cima (cont.)

O Restaurante "Guarda-Rios" visto da ponte.

O Restaurante "Guarda-Rios"...

...e a fraga da Barriosa do lado direito.

.

RECONHECIMENTO do PERCURSO 1 da RIBEIRA DA LORIGA

Mesmo sendo um percurso com demasiado declive para ser descido de kayak no Inverno - só possível a partir de Cabeça - e sem quaisquer acessos (actualmente praticáveis) entre o início e o fim, aproveitei o Verão para o conhecer, nem que fosse para tomar uns banhos pelo caminho e conhecer as belas paisagens que certamente nos ofereceria.

Desta vez, à chamada responderam o Nuno Ribeiro (de Celorico), bem como o João Duarte e o Vasco Moura que, vindos de Almada, rumaram à Serra da Estrêla na noite anterior à "estafa", mais precisamente a Loriga, onde chegaram ás 3h da manhã.  Aqui chegados, montaram a "tenda" debaixo de uns penêdos junto ás piscinas naturais de Loriga (na base da Garganta com o mesmo nome) e ainda tiveram tempo para cozer um esparguete e acompanhá-lo com frango trazido de casa...  Quando eu e o Nuno os fomos encontrar naquele local, ás 8h da manhã - fazia um "briol" do caneco! - já tinham desmontado o "acampamento ilegal" e estavam a terminar de roer um pequeno-almoço...

Depois de tomarmos uma bica em Loriga, levámos um dos carros até Cabeça (o final do percurso), regressando depois a Loriga para iniciarmos a estafa, que começou com uma longa "descida" pela vila e depois uma pequena caminhada pelos socalcos cultivados, até à ponte onde duas ribeiras se reúnem para formar a Ribeira de Loriga.  Daqui para diante, andámos mais uns 200m pelas margens, junto à ribeira e, num local onde esta se "afunda" e vira para a esquerda, metêmo-nos na água:  ia começar a "brincadeira"!

Não há muitas palavras para descrever o que passámos nas 2/2.30h seguintes:  uma sucessão de quedas de água por entre penêdos caoticamente espalhados por um leito que corre numa garganta muito estreita, marmitas e poços de água transparente para onde nos atirávamos (numa das primeiras perdi o meu bastão e o João o boné...), muitas delas sem hipóteses de portagem, sifões para todos os gostos, com muita natação à mistura (um contínuo "sobe-o-penedo-e-salta-para-a-água"...), numa paisagem de pasmar embora por vezes um pouco opressiva, quando a luz mal penetrava até ao fundo da garganta ...  As fotos dão um fraco testemunho do que vimos!  

Quase no fim desta primeira parte do percurso (com uns 1,4km), como a fome e o frio apertassem, num açude em rampa, perdido no meio daquela "selvajaria", mas batido pelo sol, parámos para comer qualquer coisa.  Alguma da comida que levávamos havia-se transformado em papa, pois as mochilas andavam permanentemente dentro de água e houve alguns sacos "estanques" que, afinal, não eram... 

Um pouco mais refeitos, continuámos no mesmo "ritmo" até chegarmos, pouco depois, a uma fraga vertical com uns 15m de altura, novamente uma "cortada" tal como as que encontrámos na Ribª do Alvôco.  E tal como no reconhecimento anterior daquela ribeira, também neste, e neste local, um dos nossos kompanheiros (depois de olhar do cimo da fraga...) achou por bem largar "lastro" no local!

A portagem, pela margem esquerda (o antigo curso da ribeira), foi algo "dolorosa", pois tivemos que atravessar alguns silvados... e íamos de calções.  A alternativa - um salto de 15m pela fraga - não nos pareceu muito atractiva...

Mas esta fraga seria um bom local para montar umas cordas e descê-la ao estilo de cannyoning.  É pena que não haja acesso de saída a partir deste local, pois até aqui a descida - tal como a fizemos e durante o Verão - é um espectáculo!

Daqui para a frente e até Cabeça, durante os restantes 3,3km, a paisagem continua bonita, mas a ribeira fica "normal", perde inclinação e interesse, quando comparada com o troço inicial.  Passa então a ter boas características para a canoagem de águas bravas (2,1% de declive) mas, como o percurso não tem acessos pelo meio, teria que ser feito na totalidade e os 1,4km iniciais inviabilizam tal possibilidade, a menos que seja um suicída!

Algures nesta última parte, o Nuno Ribeiro encontrou uma pedra com um curioso buraco no meio.  Desconheço o uso que lhe quereria dar, mas o certo é que o entusiasmou o suficiente para acartar com ela até ao fim.  E levou-a para casa ("...e foram muito felizes...") depois de, sem êxito, a tentar trocar por um cabrito junto de um pastor e seu rebanho, que encontrámos pouco antes do final.

E lá continuámos, enquadrados por uma bela paisagem e por um sol mais quente, tomando muitos e bons banhos pelo caminho,  para descontrair da caminhada irregular sobre as pedras ("...melhor que um SPA!", dizíamos...).

Cerca de 6.30h depois de iniciarmos esta "estafa", terminámo-la em Cabeça, junto à pequena ponte onde começa o Percurso 2, possível de ser descido de kayak.  Este local é aproveitado para tomar banho pelos locais, pois sob a ponte existe um poço excelente para o pessoal se atirar.  Excepto eu, todos os outros o fizeram, terminando a estafa de uma forma relaxante.

Depois destes últimos saltos para a água, subimos por um caminho de cabras até à aldeia de Cabeça, uns 100m acima da ribeira, para trocarmos de roupa.   De assinalar que fomos muito bem acolhidos pela gente local, para além de terem ficado admiradas por termos conseguido descer a ribeira desde Loriga ("...coitados... e não arranjam coisa melhor para fazer?..." pensariam certamente).  Como o Nuno era de Celorico e eu tinha casa na Serra, tiveram pena dos "campistas" - o João e o Vasco - e tentaram convencê-los a dormir no edifício da escola primária, convite que eles declinaram pois gostam mesmo é de campismo selvático.  Mas aqui fica a dica para um eventual encontro que se realize na região...

Depois de uma cervejola numa tasca local, rumámos a Loriga onde, mais calmamente, petiscámos alguma "coisita" antes de nos despedirmos:  morcelas fritas, queijo da serra, bifanas e, claro, umas "mines" para desenbuchar! 

Foi um dia muito bem passado e uma descida magnífica, que nos surpreendeu a todos, pela positiva.  Havemos de a repetir!  Talvez para o ano?...

Deixo aqui um resumo das distâncias e declives:

Do início (ponte na base da vila de Loriga, onde se reúnem as duas ribeiras que formam a Ribª de Loriga) até à fraga são 1,4km com 7,9% de declive (incluindo o salto da fraga), constituíndo a parte mais interessante;  da fraga até Cabeça são 3,3km com 2,1% de declive.  

NOTA FINAL:  Poucos dias depois desta estafa, o JOÃO DUARTE entrou direitinho (ou talvez não...) para o TEAM CONDORES!  "Se acordaste estafado e condores... é porque entraste para o Team! Parabéns!!"

.

A "tenda" do João e do Vaso, "montada" junto ás piscinas naturais de Loriga. 

 

Preparando a tralha...

O local onde "entrámos" na ribeira, onde a "brincadeira" ia começar!  "Isto vai ser fixe!", parece dizer o João...

 

Ao fundo, a ponte onde se reúnem as 2 ribeiras.

O Nuno, no início da garganta, liderava o grupo...

O Nuno à frente e depois o Vasco.

O último... eu!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma marmita...

 

 

 

...com uma gruta!  Esta gruta tinha uma "chaminé", que aqui não é vísível.

 

 

A luta continua, kompanheiros!

Mais uma piscina...

 

Olhó'sifão!!!  

(à esquerda, debaixo do penedo onde o Nuno está sentado)

 

 

"É sempre em frente?... Tens a certeza?"

O que vai ficando para trás...

"Vamos ter que saltar, não é?"

 

Anda, João, nada mais um bocado...

 

 

O Nuno e o João a boiar num poço.

Um "escorrega" até à água

Mais uma marmita, mais um salto p'rá água...

E a luta continua...

O Nuno a prepara-se para (mais) um salto para (mais) um poço, numa rocha bastante escorregadia...

Eu e o Nuno já saltámos, o João está-se a pôr a jeito...

...e vai "chapão"!!...

...seguido do Vasco!

A zona do poço visto de jusante.

Pouco depois, uma pausa...

...para a "bucha" e para nos secarmos!

Depois daquela "almoçarada", há que desmoê-la!

("Então mas isto nunca mais acaba?")

Mais um salto e mais umas braçadas...

Á beira da fraga: "Quem é o primeiro a saltar?"

... "É pá! Empurrar não vale!!"...

 

Agora a coisa começa a acalmar...

O poço lá (tão) embaixo... ("Empurramos o Nuno, ok?)

Vai uma "siesta"?...

O Nuno e a sua pedra... Afinal, o que vais fazer com ela?

No final, na ponte em Cabeça, ainda houve tempo para dar uns saltos para a água...  

É que ainda não nos tínhamos molhado durante a estafa...

Em Cabeça, de roupa seca e com a pedra do Nuno!

 

Um final feliz, em Loriga.

.

BTT na zona do P.1 do Alto Mondego (Srª de Assedasse, Covão da Ponte, Qtª do Fragusto,...)

A concentração foi marcada para as 8h da manhã, no Largo da Igreja em Videmonte, tendo respondido à chamada o Nuno Ribeiro (de Celorico) e o Henrique Costa (da Guarda).  Logo áquela hora, numa tasca local, era um regalo observar o conteúdo do pequeno-almoço de alguns habitantes locais...  O bicho é assassinado logo de manhã!

Partimos da Qtª da Taberna, pedalando pela margem direita do P.1 do Alto Mondego, em direcção à Srª de Assedasse.   Pelo meio, largámos as bicicletas e descemos até ao leito do rio, 200m mais abaixo, até ao mega-sifão, para o assinalarmos, para que os que se queiram aventurar a descer este percurso saibam onde se situa aquele local e não sejam apanhados de surpresa.  Depois desta "estafa" dentro da "estafa", voltámos a subir até ao trilho e continuámos até à Srª de Assedasse, seguindo depois até ao Covão da Ponte, onde fizemos nova pausa para petiscar. Daí, subimos em direcção à pousada de S. Lourenço, antes desta cortámos até à Qtª do Fragusto, terminando na Qtª da Taberna, completando assim a volta em torno do cabeço da serra do lado direito do P.1 do Mondego.  

Foram 40km e 8.30h de estafa...   Durante todo o passeio, tenho a agradecer a paciência que o Nuno e o Henrique, com muito mais "pedalada" que eu, tiveram ao esperar por mim (nas subidas e nas descidas) e pelos bons concelhos que estes dois "experts" na matéria me foram dando na arte de "bem-pedalar". 

Terminámos com o habitual "petisco" no bar da Junta de Freguesia de Videmonte.

Um excelente passeio em muito boa kompanhia! 

.

Uma pausa para a "bucha":

O Nuno e o Henrique, com o vale do Mondego e os Casais de Folgosinho como pano de fundo.

 

O Nuno com o vale do Mondego e os Casais de Folgosinho ao fundo.

A descida pela encosta, até ao leito do rio, 200m mais abaixo, para assinalar o sifão...

 

O Nuno foi o primeiro a chegar...

A aproximação ao sifão (ao fundo, sob as ramagens)

O senhor SIFÃO...!

Mania das limpezas...

Antes do sifão, aquela rocha forma uma espécie de açude que o oculta a quem vem a descer...

Está claro?

Um pouco antes do sifão, esta construção na margem esquerda é uma boa referência prévia.

A descer para a Srª de Assedasse

A descer para a Srª de Assedasse.  

Ao fundo, o Pico de S. Tiago

A descer para a Srª de Assedasse... devagar!

Numa fazenda perto da Srª de Assedasse.

Umas sandes e umas "mines" no bar do Covão da Ponte

.

CAMINHADAS na GARGANTA DE LORIGA

Finalmente este ano, por duas vezes, consegui fazer esta caminhada num percurso pedestre que será dos mais belos da Serra da Estrela:  a Garganta de Loriga.  Partindo da Tôrre e terminando na vila de Loriga, descem-se mais de 1.200m em cerca de 5h de caminhada (cerca de 10km), atravessando paisagens de cortar a respiração.

Tratando-se de parte de um percurso (T1) mais vasto definido pelo Parque Natural da Serra da Estrêla - é um "clássico" de várias empresas de actividades -, encontra-se assinalado por marcas vermelhas nas rochas ou pequenos montículos de pedras facilmente indentificáveis á distância.  Parece uma "caça ao tesouro"!

Uma das vezes, fi-lo na companhia da minha mulher, pois é um passeio que, embora longo, é possível de fazer por quem esteja menos habituados a estas coisas, desde que se vá com calçado apropriado, acompanhado por quem conheça mínimamente a zona e/ou munido do mapa publicado pelo PNSE.

Na parte superior, o trilho serpenteia por várias lagoas e pequenas zonas planálticas (Covões):  Covão do Meio, Covão da Nave e Covão da Areia, descendo-se depois por um trilho na encosta da Garganta (na margem direita da ribeira) até Loriga.

No Covão da Nave e nas encostas que o ladeiam, costumam haver rebanhos a pastar.  Embora seja uma imagem bonita e muito típica, há que ter atenção aos cães que guardam estes rebanhos e que raramente são visíveis à primeira vista.  Nunca fizeram mais do que nos lançar os habituais latidos de aviso, nem nunca demonstraram agressividade.  Devem estar habituados à passagem de muitos caminhantes, mas convém estar de olho aberto, nunca demonstrar receio e manter um andamento calmo.

Recomendo este passeio.  Vivamente!

.

O início, na Tôrre.

O início, na Tôrre.

A Lagoa do Covão das Quilhas

Ao fundo, a Lagoa Serrana

Descendo para o início da Garganta

O início da Garganta

A represa (vazia) do Covão do Meio

Covão da Nave (ao fundo, o paredão da represa do Covão do Meio)

Rebanhos no Covão da Nave

A descida para o Covão da Areia (ao fundo)

No Covão da Areia

O Covão da Areia visto de baixo.

O trilho de Covão da Areia até Loriga.

Loriga ao fundo, no final da Garganta..

A Garganta, vista do seu sopé.

 

.

 

Termina 2007 ... venha 2008 !!

2007 terminou sem glória... 

Com um Outono tão seco como não havia memória desde a criação da Kompanhia das Águas, foram-se sucedendo os cancelamentos de encontros e descidas de águas bravas, desde o Enkontro de S. Martinho no Alto Mondego até à habitual descida "pré-Natal" na Ribeira do Alvôco!  

Que 2008 nos traga tudo o que desejamos, incluindo alguma chuva para encher os nossos rios...! 

 

.

Voltar à PÁGINA INICIAL

Pedro Carvalho   ( tlm: 967062711  E.mail: kompanhia@clix.pt

Enviar E.Mail

Ultima actualização:  31/12/2007