DESCRIÇÃO GERAL:

O rio Mondego apresenta muitos percursos para canoagem, embora só nos dediquemos os localizados na parte "alta", a montante da Barragem da Aguieira.  O Alto Mondego apresenta-nos percursos bem bonitos, por vezes algo isolados, com diversos graus de dificuldade, atravessando predominantemente zonas de granito, pelo que é habitual aparecerem penedos no meio do leito cujo fundo é geralmente irregular, originando rápidos fortes, sinuosos e turbulentos quando há bom caudal.

De todos os percursos descritos, ainda só tivemos oportunidade de conhecer o 1, 2, 8, 9, 10 e 11, pelo que as poucas informações que dispomos dos restantes resultam da simples consulta das Cartas Militares da zona, podendo por isso os obstáculos serem em número diferente aos referidos.

 

CONSULTA DO NÍVEL DA ÁGUA PELA INTERNET

Em todos os percursos o volume de água é directamente influenciado pela chuva e o degelo, e assim, normalmente só apresentam um nível suficiente para ser descidos a partir de Novembro podendo, em alguns troços, manter um nível mínimo até Abril ou Maio.

No caso dos percursos do Alto Mondego aqui descritos, existe a possibilidade de verificar o nível do caudal, pela Internet.  Para isso, basta consultar a medição Hidrométrica Automática na bacia do Mondego acedendo à seguinte página do site do SNIRH-INAG:

http://snirh.inag.pt/cgi-bin/snirh/snirh.tcl?SCRIPT=browser&zona=pt&BACIA=47&TIPO=0&ORDEM=1&ORD=1&COVER=100501441&pwd_dadosbase=

Seleccionar a estação "10L/01 - Ponte Juncais" na listagem (esta estação localiza-se no final do Percurso 8 / início do 9) e clicar em "Avançar";  na página seguinte, seleccionar "NIHIDI - Nível hidrométrico Instantâneo" e clicar em "Avançar";   na página seguinte, seleccionar o período de tempo em que se pretende consultar os valores e depois clicar em "Avançar".   A listagem demora tanto mais tempo a aparecer quanto maior for o período de tempo que se tenha seleccionado.  Os valores do lado direito da coluna correspondem ao nível do caudal.  Comparando com o nível da água nas datas em que efectuámos descidas no Mondego, o caudal mínimo para a prática da canoagem de águas bravas corresponde ao valor 0.50 a 0.60, mas o melhor é que esteja perto de 1.00 ou ligeiramente superior.   Na descrição de cada descida no Mondego (consultar os Diários de Bordo), indica-se o valor da medição ás 12.00h para melhor se poder comparar os valores com os níveis de água então encontrados, especialmente para quem participou nessas descidas.  

Refira-se a possibilidade dos percursos 3 e seguintes poderem ser condicionados pelas descargas da/para a Barragem do Caldeirão, que também recebe água desviada da barragem onde termina o percurso 2, sendo a leitura acima referida influenciada por essas eventuais descargas.  Assim, aquele método poderá não ser totalmente fiável quando se queira verificar o caudal nos percursos 1, 2 e 3, a montante daquela barragem.

 

NÍVEIS DE DIFICULDADE DE UM RIO

ALGUMAS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA !

Os rios podem-se classificar de acordo com a sua dificuldade, constituindo um dos indicadores a ter em conta quando se escolhe um percurso.  Por exemplo, a indicação Cl. III, significa que o percurso tem uma dificuldade geral do nível / classe III, embora possa ter algumas partes com dificuldade inferior.   Se, por exemplo, a indicação for de Cl. III (4), significa que o percurso tem uma dificuldade geral do nível / classe III com algumas passagens de nível / classe IV, mas não as suficientes para o classificar com este último nível (só se apresentar mais do que três passagens com este nível é que passa a ser classificado como Cl. IV).

  • Nível / Classe I (muito fácil):  a água é plana e a corrente fraca.

  • Nível / Classe II (fácil):  pouca corrente e rápidos sem dificuldade.

  • Nível / Classe III (médio):  ondas mais altas e alguns obstáculos (rochas, açudes, árvores,...), mas sempre com passagem visível; poder-se-á dizer que aqui começam as "águas bravas", que os mais inexperientes ou iniciados só deverão fazer acompanhados de outros mais experientes.

  • Nível / Classe IV (difícil):  rápidos mais fortes e saltos maiores; maior dificuldade em contornar os obstáculos; é necessário fazer um reconhecimento prévio do troço do rio e montar segurança ao longo da margem.

  • Nível / Classe V (muito difícil):  rápidos muito fortes e com saltos, a água é só espuma;  muito perigoso!  só deverá ser efectuado por canoistas muito experientes.

  • Nível / Classe VI (extremamente difícil):  passagens sem visibilidade e troços nos quais é impossível parar;  no limite do exequível...  extremamente perigoso!!

No entanto, a dificuldade pode variar muito, e rapidamente, por vários motivos:   aumentos bruscos do caudal que, entre outras coisas, pode originar a formação de redemoinhos, sifões ou rôlos onde antes não existiam, ou o  aparecimento de obstáculos imprevistos de um dia para o outro (por exemplo, árvores levadas pela corrente que se acumulam num determinado ponto transformando-se em verdadeiras armadilhas), etc.

Pode-se dizer que nunca se desce duas vezes o mesmo rio nas mesmas condições, pelo que as descrições incluídas nestas páginas devem ser encaradas apenas como meras indicações ou experiências recolhidas num determinado dia, com um determinado caudal, sob determinadas condições, as quais poderão ser diferentes se efectue o mesmo percurso em outro dia, em noutras condições...  Por exemplo, no rio Alva - que alguns poderão achar mais fácil que outros -, a maioria dos percursos que fizemos com um caudal médio normalmente não ultrapassam o nível médio (Cl. III a III+).  No entanto, quando o caudal aumenta, há que ter muita atenção aos rôlos muito perigosos que se formam na recepção dos (muitos) açudes que aquele rio apresenta ao longo dos seus percursos!  

Já alguns dos percursos superiores do Mondego e a maioria dos percursos nas ribeiras afluentes do Alva (ribeiras do Alvôco, da Loriga, Piódão e outras) normalmente apresentam troços com níveis de dificuldade mais elevados (Cl. IV, V) logo a partir de um caudal "normal", devido a apresentarem grandes desníveis, os quais são vencidos não só por saltos - alguns de altura considerável - como através de rápidos fortes.

No início de cada uma das nossas descrições, incluímos o valor / percentagem do desnível médio do percurso, que poderá ser um dos indicadores da dificuldade do respectivo percurso:

  • Até 0,4%:  rio de pendente / dificuldade baixa;

  • De 0,7% a 1%:  rio de pendente / dificuldade média;

  • Mais de 2%:  rio de pendente / dificuldade extremamente alta;

Normalmente, pode-se considerar que a um maior desnível corresponderá uma maior dificuldade, embora isso não seja uma regra linear, já que num rio de pendente / dificuldade média pode-se encontrar uma passagem ou zona de pendente / dificuldade muito superior, visto que os valores apresentados correspondem à média de todo o percurso.  

Independentemente do grau de dificuldade, do caudal e da época do ano, eis algumas medidas básicas de segurança a ter em conta:

  • não  ir sozinho para o rio (mínimo 3 pessoas); 

  • ir convenientemente equipados não só com colete, capacete, mas também contra o frio (fato de neoprene, botins, etc); 

  • levar um telemóvel;

  • se não conhecem o percurso ou não têm muita experiência, devem ir acompanhados por alguém que o conheça e tenha alguma experiência; contactem-nos caso entendam que a nossa opinião possa ser útil;

  • atenção aos percursos que têm poucos acessos pelo meio: em caso de emergência, o resgate é bastante difícil;

  • sempre que possível, haver algum veículo de apoio a acompanhar a descida por terra; 

  • não saltar açudes sempre que o caudal seja forte (lâmina de água que passa sobre o topo superior a 25cm / 1 palmo), o que pode originar rôlos muito perigosos na zona de recepção;

 

 

Percurso 1:

Início -  Srª de Assedasse (910m alt.)

Final -   Qtª da Taberna (800m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 10 Km / 4.00h / 110m (1,1%)

Situado a 15 Km da nascente do Mondego e 3 Km depois do Covão da Ponte, será o "primeiro percurso de canoagem" em Portugal, ou seja, o que se desenvolve a maior altitude.  É muito isolado (praticamente não tem acessos pelo meio, excepto alguns trilhos muito íngremes), bonito e “selvagem”, atravessando uma zona muito agreste e pouco arborizada nos primeiros dois terços do percurso, em leito estreito e muito cavado nas encostas da serra. 

O caudal só atinge nível suficiente para ser descido de kayak em épocas de muita chuva e/ou forte degêlo, como sucedeu na nossa primeira descida neste percurso, no ENCONTRO DE VIDEMONTE - 2006, no dia 3 de Dezembro (ver Diário de Bordo de 2006).

No entanto, o primeiro contacto que tivemos com este percurso, foi quando o "descemos" a pé, em Agosto de 2005 (ver Diário de Bordo de 2005), para avaliar o tipo de obstáculos existentes.

O percurso começa na ponte da Srª de Assedasse e pode-se chegar aqui a partir de dois locais: 

- a partir de Videmonte, mais propriamente a partir da praia fluvial da Qtª da Taberna (final do percurso), por um trilho em terra batida com 15Km na margem direita, numa cota 200m superior à do leito do rio, levando cerca de 1.15h a ser percorrido;

- a partir de Folgosinho, tomando o trilho de terra batida para a Serra, com 8 Km, levando cerca de 25m a ser percorrido.

Seja qual for o caminho escolhido, não se deverá deixar nenhum veículo no início do percurso, pela simples razão de que se perderá muito tempo a ir buscá-lo depois de terminada a descida já que, da Qtª da Taberna à Srª de Assedasse se leva, no mínimo, 1.15h, quer se vá pelo trilho da margem direita, quer se vá pela estrada até Folgosinho (via Prados, Assanhas e Freixo da Serra) e depois pelo trilho da Serra, ou mesmo por um trilho com 18km na margem esquerda (via Porto de Melo, Portela de Folgosinho e depois descendo até à Srª de Assedasse).

NOTA:  Em alternativa, este percurso poderá iniciar-se 3 Km a montante, no Covão da Ponte (950m alt.), resultando assim num percurso com 13 Km.  Esses 3 Km adicionais, com 1,3% de pendente geral, atravessam zonas mais abertas, embora bonitas, sendo acompanhados por caminhos em ambas as margens, sendo o da margem direita o que melhor permite a ligação automóvel até à Sra. de Assedasse.  No entanto, pensamos que não valerá a pena prolongar por mais 3km uma descida que inspira alguns cuidados e demora algum tempo a ser feita (até pela logística dos transportes), até porque esses três quilómetros não deverão ser muito interessantes, se forem semelhantes (como parecem ser) aos 3km iniciais do percurso principal.

Curiosamente, embora estejamos em plena Serra da Estrêla, o rio, neste percurso, percorre uma zona de xisto (o granito só surge na segunda parte do percurso seguinte...).   No entanto, não será por isso que o percurso deixa de apresentar um leito bastante irregular, em especial entre o quilómetro 3 e 7, muito semelhante ao que encontrámos na Ribeira da Loriga.

Os primeiros 3km, depois da Srª de Assedasse, são bastante fáceis (Cl. II/III), fazem-se em menos de 1h e não têm história:  o rio percorre um vale amplo, em declive relativamente suave (0,8%), especialmente no princípio, atravessando cearas e outros terrenos de cultivo e apresentando apenas um pequeno açude;  o rio corre com pouca altura num leito bastante espraiado (tanto que por vezes os barcos raspam no fundo mesmo em épocas de bastante água), com alguns pequenos rápidos e acelerações pelo meio.   Gradualmente, as margens vão estreitando, o caudal vai aumentando com as várias linhas de água que vão desaguando no rio e a sensação de (verdadeiro) isolamento vai-se acentuando.  

Este troço "termina" numa pequena barragem abandonada, em que a água forma um salto em arco quando passa pelo meio do paredão, por um "corte" com 2,5 m de largura e outro tanto de altura.  

Depois desta pequena barragem e durante os 4km seguintes, a dificuldade aumenta com um leito mais irregular e com maior pendente (1,4%), apresentado mais penedos pelo meio, embora muitos deles fiquem submersos com bastante caudal.  O percurso começa então a "animar-se", com o rio a correr num vale mais estreito e profundo, em leito sinuoso semeado de penedos, em rápidos sucessivos, mais violentos e potentes, sempre "a abrir"...!!  

E assim se chega ao local em que desagua a Ribeira do Verdilheiro, que marca precisamente o meio deste troço e do percurso em geral.  Esta ribeira desagua na margem esquerda do rio, sob a forma de uma bonita cascata, caindo num "poço" escavado na margem esquerda.  Com muito caudal, quase não dá para ser apreciada foi fica situada depois de uma curva à esquerda e no meio de um rápido.   Não há que enganar e é um excelente ponto de referência.  Especialmente para o que vem a seguir...

É que, menos de 500m depois desta cascata, surge o obstáculo que será o mais perigoso de todo este percurso:  um amontoado de rochedos (que ficam quase totalmente submersos com muito caudal) que forma um duplo sifão!  

Quando fizemos o reconhecimento a pé, em Agosto de 2005, o reduzido caudal que havia, desaparecia todo sob uma rochas (o 1º sifão) que precediam o 2º sifão (o mais importante), um metro depois e aparentemente muito maior, resultante de um buraco afunilado (com 1m de largura da sua parte mais estreita) formado por uma rocha assente sobre outras como se fosse um "dolmén" e por onde passará toda a água, ou uma parte dela, consoante o caudal.  Há que parar muito antes e fazer o reconhecimento e portagem (OBRIGATÓRIA) pela margem direita.  Existe um bom ponto de referência uns 100m antes do sifão: as ruínas de uma pequena construção em xisto, encavada na escarpa da margem esquerda.  Logo que a vejam, encostem à margem direita, façam o reconhecimento e a portagem.

Quando descemos pela 1ª vez este percurso de kayak, em Dezembro de 2006, o rio levava bastante água e obviamente apresentava um aspecto completamente diferente do que se nos deparou em Agosto de 2006, sem água:  apesar dos pontos de referência referidos, um erro de cálculo fez com que só déssemos pelo sifão quando estávamos mesmo em cima dele, depois de um rápido e de um (inesperado) pequeno salto que o escondia a montante.  Felizmente, como havia bastante caudal, a água cobria boa parte do penedo que forma o maior sifão (o 2º) e conseguimos contorná-lo pela direita, num rápido estreito e entalado entre ele e a margem direita, junto a umas árvores.  

Estou convencido que, com menos água, seria mais difícil desviar-nos por esse rápido da direita, pois poderá não se formar nessas condições, passando quase todo o caudal pelo sifão...!  Portanto, a PORTAGEM É OBRIGATÓRIA!!! 

Uns 100m depois existe outro sifão, mais pequeno e visível apenas com pouca água, pois fica submerso com mais caudal.  Forma-se num buraco com 0,50m de diâmetro, sob uma rocha localizada a meio do leito.  Com mais caudal, fica submerso e o seu efeito é menor já que a água passa por ambos os lados da rocha (e por cima dela).  Deve-se passar encostado à margem esquerda, até porque a passagem pelo lado direito é dificultada por umas ramagens e é por esse lado que nos podemos enfiar no sifão.  Consoante o nível da água, recomendo novamente a portagem (talvez continuando a do sifão anterior, já que ambos estão próximos) ou então montar segurança na margem direita, junto ao sifão (este está muito próximo da margem) para o caso de alguém se "enganar" e passar por este lado. 

Depois disto e por mais 1,5km, a corrente continua "viva e animada", sem grandes perigos, excepto dois pequenos rápidos que, com mais caudal, podem "agarrar" um bocado.  Um deles situa-se um pouco antes do final deste troço, em que a corrente passa pelo lado esquerdo de um penedo "plantado" a meio do leito, formando um batente junto a ele e um retorno na parte mais encostada à margem (esquerda).  O outro é um pouco mais à frente, num pequeno rápido que pode formar retorno do lado esquerdo. 

Os últimos 3km do percurso voltam a ser mais calmos (1% de pendente) e navega-se em Cl. III,  com margens menos agrestes e mais arborizadas, apenas com um ou dois pequenos açudes pouco antes do final.  É com algum alívio que, perto do final, vislumbramos as casas da Qtª da Taberna na margem direita, no topo de uma escarpa.

Concluindo, relativamente a este percurso deixamos os seguintes avisos:   

-  Apesar das partes inicial (Cl. II/III) e final (Cl. III) serem mais fáceis, semelhantes, por exemplo, à primeira parte do P.2, como temos que o fazer na totalidade, devemos classificá-lo pela parte mais difícil (os 4km centrais) que, embora não sendo mais difícil que, por exemplo, a segunda parte do P.2 (Cl. III+/IV) é bem mais perigoso devido ao seu isolamento e pela existência dos sifões acima referidos.  Assim, classifico-o como um Cl. IV com uma passagem infranqueável (sifão), especialmente se houver pouca água, para além de mais algumas portagens a seguir a ele, dependendo do caudal.

-  Só deve ser feito por um pequeno grupo de canoistas, a maioria (senão todos) com bastante experiência;  qualquer problema, mesmo pequeno, torna-se complicado de resolver pois o percurso é completamente isolado.

-  Deverá ser feito com bastante caudal, mas também não mais do que aquele que apanhámos, caso contrário muitos rápidos terão que ser porteados e as portagens pelas margens nem sempre são fáceis. 

 

 

A caminho da Srª de Assedasse, 

pelo trilho da margem direita (Dez. 2006)

A caminho da Srª de Assedasse, pelo trilho na margem direita: curva no rio 1,5km depois do início  (Ago. 2005)

Início, na Srª de Assedasse (Dez. 2006)

Paisagem no início do percurso (Ago. 2005)

 

Paisagem no início do percurso (Ago. 2005)

Algures nos primeiros 3km do percurso... (Dez. 2006)

Barragem 3km depois do início (Ago. 2005)

Zona de passagem da água (Ago. 2005)

Fazendo o salto (Dez. 2006)

A partir da barragem, o leito fica mais irregular e com mais pendente... (Ago. 2005)

 

Lajes de xisto como leito (Ago. 2005)

 

Meio do percurso, assinalado pela cascata (quase seca, nesta foto) da ribeira do Verdilheiro, na sua junção com o Mondego (Ago. 2005)

 

Junção da ribeira do Verdilheiro, a meio do percurso, vista da margem direita  (Jun. 2003)

Continuando o reconhecimento, pela margem quando possível... (Ago. 2005)

 

Reconhecimento antes do sifão (Dez. 2006)

 

Rápido a meio do percurso, antes do sifão (Dez. 2006)

 

O SIFÃO duplo, 500m depois do meio do percurso.  O Vasco e o Luís estão sobre as rochas que o formam o 2º sifão, se bem que, antes, a água já desapareça sob as rochas, indicando o 1º sifão  (Ago. 2005)

Depois de passar o estrangulamento em "V" 

que se vê na foto anterior, 

cai-se directamente neste 

grande buraco...

...com dimensões suficientes 

para que grande parte do caudal 

seja por aí canalizado...  

(Ago. 2005)

 

Uns 100m depois, surge outro sifão, mais pequeno, debaixo da rocha a meio do leito, pelo lado direito  (Ago. 2005)

Uma das paisagens mais bonitas, que testemunha a erosão provocada pela corrente (Ago. 2005)

 

O mesmo tipo de paisagem, com o leito de xisto "moldado" pela força da corrente (Ago. 2005)

Um rochedo de maiores dimensões, a meio do leito, quase no final do troço central do percurso (Ago. 2005)

O mesmo rochedo, em Dezembro de 2006: 

portagem pelo lado direito

2Km antes do final  (Ago. 2004)

 

1Km antes do final  (Ago. 2004)

Percurso 2:

Início -  Videmonte (Qtª da Taberna - 800m alt.)

Final -   Videmonte (barragem - 710m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 11 Km / 4h / 90m (0,82%)

Este é um percurso que "descobrimos" em 2000 (e que descemos pela primeira vez em 2002) perto de Videmonte, no meio do Parque Natural da Serra da Estrêla, a 800m de altitude! 

Imaginem a qualidade da água e da paisagem!  

Com o caudal certo, é presentemente o nosso preferido!

O Mondego neste percurso mais parece uma simples ribeira de serra.  Mas não se iluda quem o visitar no Verão, pois quando adquire um bom caudal no Inverno inspira alguns cuidados para quem o quiser descer, não só pelo grau de dificuldade que algumas partes poderão apresentar, como pela baixa temperatura da água.

Início no pequeno açude junto ao parque de merendas da "Quinta da Taberna".

Percurso isolado mas muito bonito, “selvagem” e estreito, muito cavado nas encostas da serra, especialmente na segunda parte, a partir da Ponte (750m alt.) onde, pouco depois desta, recebe água de uma ribeira que lhe aumenta o caudal.  Esta última parte, com menos de 2Km, corresponde ao início da zona de granito (até aí o Mondego corre em leito de xisto) e representa apenas 1/5 do percurso mas desce quase metade do desnível total (40m - 2% de desnível...), sendo o troço mais difícil, com rápidos muito fortes e “passagens” de Cl. III+/IV entre penedos (ou passando sobre os mesmos, consoante o caudal...).  Demora no máximo 1h a ser feito, excepto quando há quem insista em ir ao "charco"...  No entanto e em especial nesta parte, existe um carreiro junto à margem direita que possibilita a montagem de segurança ou a portagem dos obstáculos mais complicados para quem não os queira fazer na canoa. 

A primeira parte do percurso (Qtª da Taberna – Ponte) demora 2,30h a 3,30h a ser feita e é mais acessível (até Cl. III, 0,55% de declive), embora apresente a quase totalidade dos açudes (cinco, variando de 1m a 2,5m de altura, muito “toscos”), alguns ramos e árvores a dificultar a progressão (alguns no meio do leito) e muitos rápidos que, com certo volume de água, formam ondas que chegam para encher a canoa!  De referir que os dois primeiros açudes devem ser porteados:   embora pareçam inofensivos, o plano de queda é muito irregular (risco dos kayaks ficarem enfiados nas pedras e maciços de vegetação) e têm partes meio demolidas com ferros e arames submersos.   Quantos aos restantes não há problema:  o terceiro deve ser saltado pelo lado direito (logo à esquerda de uma pequena árvore existente no topo da queda) e os outros pelo lado esquerdo.

O indicador para a "navegabilidade" deste percurso poderá ser o nível da água na barragem, que não deverá estar a mais de 1,50m abaixo do topo do paredão (o óptimo é que lhe passe por cima).

 

Início ( Dez. 2003)     

Parte inicial (Abril 2004)

 

1º açude  (Abril 2004)

2º açude  (Jan. 2003)

2º açude  (Abril 2004)

3º açude  (Abril 2004)

4º açude (Abril 2003)

1º rápido da 2ª parte  (Dez. 2003)

  Açude na 2ª parte  (Dez. 2003)

Rápido na 2ª parte  (Dez. 2003)

Rápido na 2ª parte  (Dez. 2003)

Rápido na 2ª parte  (Jan. 2003)

Final da 2ª parte  (Nov. 2002 e Set. 2000)

Percurso 3:

Início -  Videmonte (depois da barragem - 700m alt.)

Final -   Ponte entre Vila Soeiro e Pêro Soares (510m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 8 Km / ? / 190m (2,37%)

Este troço, entre os percursos 2 e 4, normalmente fica privado de parte do caudal devido a descargas da barragem de Videmonte para a Barragem do Caldeirão e assim, tal como o percurso 1, raramente apresentará condições para ser descido.  Nessas ocasiões, apenas será acessível aos muito experientes pois apresenta um grande desnível (190m!), muitos penedos a contornar e praticamente sem quaisquer acessos pelo meio, excepto alguns trilhos que acompanham (parte) do percurso a uma cota mais elevada.

No entanto, valerá bem a tentativa de ser descido pois, tal como a 2ª parte do percurso anterior, tem um leito estreito e "entalado" num vale bastante bonito e agreste, com bosques de castanheiros a enquadrar as margens.

Zona calma inicial  (Ago. 2003)  

Paisagem predominante  (Ago. 2003)

Final do percurso, na ponte junto de Vila Soeiro  (Mai. 2008)

Percurso 4:

Início -  Ponte entre Vila Soeiro e Pêro Soares (510m alt.)

Final -   Porto da Carne (440m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 8 Km / ? / 70m (0,87%)

Neste percurso encontram-se assinalados 11 açudes e moendas.

Início do percurso, na ponte junto de Vila Soeiro  (Mai. 2008)

Percurso 5:

Início -  Porto da Carne (440m alt.)

Final -   Ponte do Ladrão (perto do Parque de Campismo - 420m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 5 Km / ? / 20m (0,4%)

Neste percurso encontram-se assinalados 6 açudes e moendas.

Percurso 6:

Início -  Ponte do Ladrão (perto do Parque de Campismo - 420m alt.)

Final -   Quinta da Ramalha (400m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 7 Km / ? / 20m (0,28%)

Este percurso é bastante calmo, existindo apenas alguns açudes e eventualmente alguns pequenos rápidos.  No final, na margem esquerda logo depois da ponte, existe um Lagar, recuperado pela Câmara Municipal de Celorico, que funciona como Restaurante.  Uma boa forma de terminar este passeio...

O percurso 1km a jusante da Ponte do Ladrão, na praia fluvial perto da Ratoeira (Mai. 2008)

Uma das mais bonitas zonas do percurso (Mai. 2008)

O mesmo local, um túnel de árvores (Mai.2008)

Percurso 7:

Início -  Quinta da Ramalha (400m alt.)

Final -   Vila Boa do Mondego (370m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 8 Km / ? / 30m (0,37%)

Neste percurso encontram-se assinalados 5 açudes e moendas.

Percurso 8:

Início -  Vila Boa do Mondego (370m alt.)

Final -   Ponte de Juncais (330m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 8 Km / 4.00h / 40m (0,5%)

Inicio na margem direita depois de uma pequena e estreita ponte sobre o rio, a jusante de Vila Boa do Mondego.  Final numa praia fluvial na margem direita antes do açude da Ponte de Juncais.

Neste percurso existem vários açudes, a maioria bastante irregulares.   Tem igualmente várias zonas calmas, a maior das quais antecedendo um açude em rampa localizado no ponto intermédio do percurso.

Até este ponto, isto é, na sua primeira metade, o percurso é um pouco mais fácil do que na segunda metade, onde se encontram os açudes e passagens mais técnicas.

Atenção à passagem que contorna uma moenda existente 1,5Km antes do final:  forma uma curva muito estreita e apertada que, com muito caudal se pode tornar complicada pois além de alguns ramos de árvores a atrapalhar, pode "empurrar" o barco contra a parede da moenda.

Algumas das fotos foram tiradas por alguns dos participantes no Encontro de S. Martinho de 2003 (08/11/2003) e gentilmente cedidas pelos mesmos (Luís Valentim e amigos, Canoagem-Online).  Igualmente o Encontro de S. Martinho de 2006 (05/11/2006) se realizou neste percurso.

Um dos vários rápidos...  (Nov. 2003)

Uma passagem em curva...  (Nov. 2003)

Um dos vários rápidos...  (Nov. 2003)

Um dos vários rápidos...  (Nov. 2003)

O açude a meio do percurso...  (Nov. 2003)

O açude seguinte...  (Nov. 2003)

O mesmo açude...  (Dez. 2002)

Antes de um rápido...  (Nov. 2003)

Um dos vários rápidos...  (Nov. 2003)

Depois do mesmo rápido...  (Nov. 2003)

 

Um dos últimos rápidos...  (Nov. 2003)

 

Curvas depois da moenda  (Dez. 2002)

Final: açude na Ponte de Juncais  (Dez. 2002)

 

Percurso 9:

Início -  Praia fluvial de Ponte de Juncais (330m alt.)

Final -   Praia fluvial de Ribamondego (310m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 8 Km / 3.00h / 20m (0,25%)

Neste percurso, além de vários pequenos rápidos, existem vários açudes, dos quais destacamos: 

-  O primeiro, em rampa, logo no início depois da praia fluvial, deve ser passado pela direita. 

-  Outro antes da Ponte Nova, bastante largo, em forma de "L", com 2,50m de altura e em rampa bastante íngreme, com o edifício da moenda na margem direita;  deverá ser passado do lado direito, antes do cotovelo do "L", por causa da irregularidade do plano da rampa.

-  O da Ponte Nova, 5 Km depois do início (última saída antes de Ribamondego), onde normalmente se faz uma pausa na margem esquerda para um lanche rápido.  Deverá ser montada segurança sobre o passadiço, pois o rampeado do açude tende a formar retorno e, além disso, por vezes existem ramos de árvores a obstruir a passagem;  passámos pelo lado direito, sob a 2ª arcada a contar da direita.

-  O da praia fluvial de Ribamondego (no final), semelhante ao da Ponte Nova mas mais baixo e estreito;  deve ser porteado, quer porque normalmente não apresenta altura livre suficiente sob o passadiço, quer porque existem alguns penedos na zona recepção onde, aliás, se tende a formar um retôrno forte pois o fundo é em forma de caixa, formada por um murete de betão (invisível pela espuma).

Na generalidade, este percurso é semelhante ao anterior (nº 8), com várias zonas calmas antecedendo os rápidos e açudes, estes geralmente bastante irregulares, pedregosos e sinuosos.

Um dos rápidos da 1ª parte  (Nov. 2003)

Rápido longo na 1ª parte  (Nov. 2003)

...o mesmo rápido...  (Nov. 2003)

Açude da Ponte Nova  (Dez. 2002)

Açude da Ponte Nova  (Nov. 2003)

Final: açude de Ribamondego  (Nov. 2003)

Percurso 10:

Início -  Praia fluvial de Ribamondego (310m alt.)

Final -   Ponte de Palhez, na EN-232, perto de Cativelos (240m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 12 Km / 6.00h / 70m (0,58%)

Com início na margem esquerda da praia fluvial de Ribamondego, neste percurso existem alguns açudes e/ou moendas:  um no final do plano de água depois da ponte (cerca de 1,5km depois do início), dois no final do percurso, além de outros pelo meio, sempre mais ou menos irregulares, constituindo por vezes o início de rápidos, como é habitual com este tipo de obstáculos no Alto Mondego.  

As duas primeiras vezes que descemos este percurso, o rio apresentava um caudal reduzido (consultar as descrições na página "DIÁRIO DE BORDO - 2004") pelo que, embora ainda tenha sido possível ultrapassar todos os rápidos e obstáculos sem praticamente raspar com os barcos no fundo, fica muito mais divertido e difícil quando há mais água, como por exemplo na última vez que o descemos, em Abril de 2007 (consultar as descrições na página "DIÁRIO DE BORDO - 2007").

Nos primeiros 5Km do percurso existem várias zonas calmas, mais ou menos longas e monótonas (embora a paisagem seja bonita), a anteceder açudes e rápidos (alguns deles com alguma dificuldade, muito pedregosos e por vezes com árvores para nos "engravatar") tal como acontece nos dois percursos anteriores.  No final desta parte, em que se descem apenas 20m (0,4% de desnível), existe um bom acesso a uma pequena praia na margem direita do rio, por um caminho de terra batida que parte do lado esquerdo da estrada que sai de Abrunhosa-A-Velha para Póvoa de Cervães, uns 150m depois de uma pequena ponte sobre a via férrea.   Quem desejar evitar fazer aqueles primeiros 5Km, mais monótonos e cansativos, abreviando a duração da descida, poderá fazer apenas os restantes 7Km, mais vivos e interessantes, começando nesta praia.

A dificuldade aumenta a partir daí, isto é, uma boa parte desses últimos 7 Km - nos quais se descem os restantes 50m (0,71% de desnível) -, desenvolvem-se num leito mais estreito e apertado, entre margens escarpadas e de acesso difícil, onde o caudal fica mais volumoso e agressivo:  os rápidos e obstáculos sucedem-se intercalados com zonas calmas intermédias relativamente curtas.    Esta parte começa com um bom rápido logo depois da praia inicial.   

Mas atenção que, cerca de 1Km depois e em dois locais consecutivos, numa zona com cerca de 100/200m de comprimento facilmente identificável a alguma distância pois este local do rio é atravessado por linhas de alta tensão - também pintei dois "X" a branco nas rochas do lado direito, pode ser que ainda sejam visíveis... -, há que parar e verificar o estado do rio, pois o leito encontra-se completamente obstruído e estrangulado por grandes penedos, formando-se sifões muito perigosos, onde a água desaparece sob as rochas, surgindo apenas alguns metros mais à frente.  Esta situação é tanto mais evidente quanto menor for o caudal.  Estes obstáculos (sifões) obrigam a portear aquelas zonas, o que representa uma tarefa cansativa e morosa!   Com mais caudal, as rochas que formam estes sifões ficam mais submersos e ocultos, podendo surgir linhas de passagem laterais.  No entanto, aconselhamos que a zona seja préviamente inspeccionada antes de ser passada ou porteada, sendo que este último método seja o mais aconselhável pois o aumento do caudal pode original outros perigos neste local onde, mesmo então, as passagens deverão manter-se bastante estreitas e sinuosas entre os pedregulhos.  

Uns 50m depois desta zona, ainda existe um pequeno sifão, sob uma pedra a meio do rio que nos obriga a contorná-la pela esquerda, em "S", numa zona apertada.  Neste sifão ficou uma pagaia...    

Depois disto o rio retoma a vivacidade com vários rápidos num leito estreito.  A corrente só acalma com o alargamento do rio, a menos de 1 Km do final onde, uns 200m antes do açude que o assinala, ainda encontramos um bom açude (2m ou mais de altura) que, com pouca água, ainda é possível e divertido saltar pelo lado direito, onde é concentrada toda a corrente.

O percurso termina um pouco antes da Ponte de Palhez, num pequeno acesso (caminho de terra batida com ligação àquela ponte) na margem direita antes de um açude, o qual não deverá ser ultrapassado (aí começa o percurso seguinte), pois o rio fica mais agressivo, a corrente acelera e "engrossa" devido ao estreitamento do leito entre encostas rochosas, e o retrocesso é difícil (apenas trepando pelas margens que são algo inclinadas).

.

Ponte, 1Km após o início  (Ago. 2003)

1Km após o início  (Ago. 2003)

1º açude  (Abril 2004)

Rápido da 1ª parte  (Abril 2004)

Zona de sifões na 2ª parte  (Abril 2004)

 

Zona de sifões e penêdos na 2ª parte

(Abril 2004)

 

Último açude antes do final  (Abril 2004)

 

.

 

Vejam um pequeno VÍDEO da ZONA DOS SIFÕES, feito em Abril de 2007: 

.

V Í D E O

 

Final:  açude antes da Ponte de Palhez      (Abril 2004)

Percurso 11:

Início -  Ponte de Palhez, na EN-232, perto de Cativelos (240m alt.)

Final -   Ponte Nova, entre Carvalhal da Loiça e Nelas (170m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 13 Km / 5.30h-6.00h / 70m (0,53%)

Neste percurso realizou-se em 2001 um Encontro Nacional de Águas Bravas.  É um percurso com alguns rápidos e passagens que se podem revelar algo exigentes consoante o caudal, não recomendável a canoistas com pouca experiência não acompanhados por outros mais experientes.  Além disso é um trajecto longo no qual não existem praticamente quaisquer acessos pelo meio, excepto talvez alguns caminhos de terra pouco significativos, o que complica um pouco as coisas em caso de emergência.   Apresenta também várias zonas calmas - especialmente na segunda metade do trajecto -, de que resulta uma demora adicional na descida dos 13km deste percurso.

A descida começa na pequena praia na margem direita, antes de um pequeno açude rampado, uns 100 ou 200m a montante da Ponte Palhez.   Logo ao princípio existem uns rápidos porreiros que nos espevitam e ajudam a acalmar o nervo...

Mais à frente aparece o primeiro rápido mais complicado, que faz uma curva para a direita entre um molho de árvores e um pedregulho a jusante.  Há que o fazer encostado ao interior da curva, junto ás árvores, caso contrário somos atirados contra o pedregulho.  

Depois deste, os rápidos sucedem-se num ritmo que dá para recuperar e nos preparamos para o próximo.  

Atenção à passagem de um açude em rampa que existe lá pelo meio:  quem descer pela esquerda (o melhor é descer pelo meio), no final tem que fazer uma curva para a direita quase em cima de umas pedras semi-submersas (não são muito grandes) para retomar a corrente central.  Essas tais pedras escondem um sifão com diâmetro e força suficiente para fazer passar uma pessoa.

Antes do final existe um rápido que contorna um molho de árvores pelos dois lados:  pela direita, a água escorrega numa curva à esquerda por cima de uma laje, mas bate numa pedra colocada mesmo a meio (talvez com bastante água seja possível passar sobre ela...) e pela esquerda a corrente forma um salto quando passa sobre outra pedra (também) colocada a meio do rápido.  Optámos pela esquerda, mesmo por cima da pedra, evitando os ramos que se estendem da margem esquerda.  Mas atenção que este salto "agarra"!  Há que tomar velocidade antes e remar com força na recepção.

Pouco depois e após alguns pequenos açudes e rápidos de menor importância, chegámos ao fim.   

É um belo percurso, bem divertido e que merece ser revisitado embora tenha mais zonas calmas do que as que esperava encontrar. 

 

Ponte de Palhez  (Ago. 2003)

Vista da parte inicial, a montante da 

Ponte de Palhez   (Ago. 2003)

Vista da parte inicial, a jusante da 

Ponte de Palhez   (Ago. 2003)

Um dos rápidos iniciais  (Abr. 2006)

Mais um rápido  (Abr. 2006)

Outro rápido...  (Abr. 2006)

Açude:  atenção ao sifão do lado esquerdo!  (Abr. 2006)

Mário junto ao sifão...  (Abr. 2006)

Outra passagem...  (Abr. 2006)

Mário a finalizar outro rápido.  (Abr. 2006)

Um açude rampado.  (Abr. 2006)

O mesmo açude visto de jusante.  (Abr. 2006)

Início de outro rápido.  (Abr. 2006)

Continuação do mesmo rápido.  (Abr. 2006)

Início de outro rápido.  (Abr. 2006)

Inspeccionando um dos últimos rápidos.  (Abr. 2006)

 

Parte final: foto tirada da Ponte Nova.  (Abr. 2006)

Percurso 12:

Início -  Ponte Nova, entre Carvalhal da Loiça e Nelas (170m alt.)

Final -   Ponte na EN-230 entre Fiais da Beira e Oliveira do Conde (125m alt.)

Distância / Duração / Desnível - 15 Km / ? / 45m (0,3%)

Percurso longo, com poucos acessos depois de Caldas de Felgueiras (4 Km depois do início) e com, pelo menos, 2 açudes e/ou moendas assinalados após este local.

Pouco depois do final deste percurso, o Mondego recebe a água do Rio Seia e, mais adiante, forma o plano da albufeira da Agueira.

.

Voltar à PÁGINA INICIAL

Pedro Carvalho   ( tlm: 967062711  E.mail: kompanhia@clix.pt

Enviar E.Mail

Ultima actualização:  04/09/2008

Hit Counter